Black Friday “Brasileiro” aparentemente será mais um mico!

Infelizmente, o comércio brasileiro ainda trata os consumidores como idiotas ou pessoas sem cérebro! Nos últimos dias, pudemos observar uma avalanche de anúncios nas mídias on-line, referentes a descontos de até 90% nessa sexta-feira “Black”.

A “Black Friday” tem tradição nos Estados Unidos (é a sexta-feira logo após o feriado de Ação de Graças), onde formam-se longas filas nas lojas, durante a madrugada, para comprar produtos com descontos excelentes. Desde o ano passado, o comércio brasileiro (especialmente o comércio eletrônico) vem tentando trazer a tradição do “Black Friday” para o Brasil, como uma tentativa de fazer o povo consumir. No entanto, o que se viu ano passado foram descontos fajutos, onde os preços eram aumentados na “véspera” da promoção, fazendo com que o o valor final (após aplicado o desconto “negro”) ficasse próximo ao que se praticava nas semanas anteriores. Ou seja, puro marketing pra tentar enganar o consumidor e fazer com que ele gaste mais achando que está economizando por causa do “super desconto”.

A matemática é simples: Imagine um produto que costuma ser vendido a R$ 1.000. Na Black Friday, anunciam que o produto está com 50% de desconto, só que na véspera, aumentam o preço do produto pra R$ 1.800, ou seja, o preço final será R$ 900, um desconto real de 10% em relação ao preço praticado “normalmente”. Não duvido que haja casos onde o preço final fique igual ao preço “normal” do produto.

Infelizmente, tudo indica que esse ano a palhaçada se repetirá. Quer ver? Entre em http://www.jacotei.com.br e procure um produto eletrônico, por exemplo, tablets, celulares, TVs, etc. Depois, clique no botão “Gráfico de preços” e observe que nos dias que antecede a “Black Friday”, os preços sofrem um aumento absurdo, vide exemplos abaixo:

 

 

NÃO SEJA TROUXA, CONFIRME SE REALMENTE ESTÁ PAGANDO MENOS ANTES DE COMPRAR NA BLACK FRIDAY!

Exemplo de respeito ao consumidor

Recentemente tive a comprovação que o Brasil está ainda na era “paleolítica” em se tratando de direitos dos consumidores, especialmente no que se refere ao tratamento dado pelas empresas à seus consumidores por aqui. Exemplo real:

Há algumas semanas atrás comprei on-line dois picture discs na Amazon.ca. Essa foi a primeira vez que comprei na Amazon Canadense. Ao fechar o pedido, escolhi o frete “standard” (mais barato, muito mais lento, mas que te dá chances de não ser tributado ao chegar no Brasil).

Ao voltar no site após alguns dias para conferir o status do meu pedido (inicialmente com prazo de entrega estimado em 2 meses), constatei que o mesmo seria entregue em 3 dias, pois estava sendo enviado via DHL!

Em um pais de primeiro mundo, eu teria ficado imensamente feliz, afinal, paguei uma miséria pelo frete, e iria receber o produto em apenas 3 dias! No entanto, como estamos no país do esfolamento, receber um produto internacional via courier aqui significa:

  • Ser tributado em 60%, inclusive sobre o valor do frete (imposto de importação)
  • Custo extra referente a taxa de armazenamento da Infraero (?!)
  • ICMS em cima do serviço prestado pela DHL
  • Taxa de desembaraço cobrada pela DHL

Enfim, fazendo todas as contas, o valor que eu teria que pagar para a DHL ficaria maior que o valor dos produtos que eu comprei (Brassssillllll!!).

Entrei no chat da Amazon.ca e expliquei o ocorrido para a atendente, salientando que o sistema deles não havia respeitado minha escolha de frete e que por isso eu teria um prejuízo muito grande, e que isso nunca tinha acontecido antes nas minhas compras na Amazon (USA). De início, o atendente deve ter pensado: “Pô, o cara vai receber o produto em 3 dias e está reclamando?!”. Mas logo entendeu meu drama após saber como remessas via courier são tratadas/taxadas aqui no país.

Pra resumir: A Amazon.ca fez o reembolso do valor integral que tive que pagar para a DHL (incluindo todos os impostos, taxas, etc) ANTES MESMO DA MERCADORIA SER ENTREGUE, sem discutir, reclamar ou criar qualquer tipo de “caso”. Eu mesmo converti para dólar canadense o valor que a DHL me informou pelo telefone, e a atendente de pronto já fez o reembolso! Isso sim é exemplo de respeito ao consumidor!

Quem sabe um dia teremos o mesmo tratamento dado pelas empresas locais… sonhar (por enquanto) não paga!

Indo pros USA e pensando em comprar uma câmera?

Se você está viajando pros USA e pretende entrar no mundo das câmeras DSLR, recomendo a Nikon D3200. Estou gostando muito da câmera! Na internet tem dezenas de reviews da mesma pra você analisar Inúmeras publicações especializadas também publicaram reviews, sendo que diversas delas podem ser encontradas em formato digital (PDF). Na Amazon, a D3200 está custando menos de USD 600:

Curiosidades EUA x Brasil

Sempre ouvimos falar das diferenças culturais, organizacionais, etc. dos Estados Unidos em relação ao Brasil. Mesmo no mundo globalizado, poder estar lá e comprovar pessoalmente pode trazer ainda algumas surpresas e curiosidades. Vou listar algumas, depois de ter visitado Orlando:

  • Comida: Todo mundo fala que a comida nos EUA é ruim. Bom, é verdade! Tudo com muita gordura, açucar, pimenta, regado a mega-copos de coca-cola! Depois de passar um tempo lá, você verá que comemos muito bem no Brasil!
  • Água: Curiosamente, todas as garrafas de água que comprei eram de água destilada (a última vez que tinha visto uma era no tempo das velhas baterias de carro, hehehe), adicionadas de alguns minerais. Pelo jeito, diferente do que acontece no Brasil, onde temos (por enquanto) excelentes águas minerais engarrafadas diretamente após sair do solo, lá eles não devem ter essa dádiva, ou então preferem “fabricar” a água pra ter certeza que está livre de impurezas.
  • Obesidade: Você já deve ter visto zilhões de vezes no Fantástico, etc. que a população Americana está cada vez mais gorda. Infelizmente, é a pura verdade! O número de “mega-gordos” que andam por todos os lugares em carrinhos/cadeiras motorizadas (scooters) me surpreendeu! Mas pude observar que muitos deles pareciam abusar desses carrinhos por pura “preguiça” (e não por uma condição de saúde), pois quando precisavam, simplesmente ficavam em pé e saíam andando.
  • Carrões: Nas ruas, a maioria dos carros são “carrões”, do tipo Camaro, SUV’s, etc. Muitos deles japoneses, e algumas marcas que nunca ouvi falar. Previsível, visto que lá os carros custam 1/3 do preço que pagamos aqui (ou até menos).
  • Organização: Pelo menos nos lugares que visitei, tudo era muito organizado e limpo. Obviamente, deve haver as exceções, mas não as conheci 🙂
  • Preços: Roupas, calçados, eletrônicos, óculos, etc…. tudo muito mais barato do que aqui. Chega a ser revoltante, afinal, ganhamos menos e pagamos mais, as vezes por coisas de qualidade inferior.
  • Best-Buy: Apesar de ser um paraíso de eletrônicos, o atendimento dos vendedores é péssimo. Já tinha lido isso em outros sites, e pude comprovar pessoalmente.
  • Passarinhos: Curiosamente, no hotel que fiquei (bastante arborizado), era praticamente impossível encontrar passarinhos nas árvores. A coisa chega ao ponto de colocarem auto-falantes escondidos nas arvores, reproduzindo o canto de passarinhos!!! Meio deprimente isso…
  • Cartão de crédito: Usei o cartão (VTM) pra quase tudo, NUNCA tive que digitar a senha! Em alguns casos, você tem que assinar o recibo em uma tela LCD, mas nada de senha! Enfim, perdeu o cartão, dançou!
  • Aeroportos: Dá até vergonha chegar no Brasil e encontrar um Cumbica pela frente! A infraestrutura dos aeroportos, não só nos EUA, como na Europa, dão de 10 a zero nos nossos. Essa copa vai ser uma vergonha!
  • Asfalto: Por onde andei, encontrei avenidas e rodovias de duas até 7 faixas de rolagem e asfalto impecável. No entanto, o maior limite de velocidade era 65 mph (cerca de 118Km/h), ou seja, quer correr, vá pra Alemanha!
  • Em diversos lugares (especialmente nos parques), existem máquinas de prensar moedas, estampando algum tema nelas. Você coloca “x” moedas, parte delas fica na máquina, e uma delas é prensada ao girar uma alavanca, “imprimindo” o tema escolhido. Acho que o governo não deve gostar muito dessa idéia, heheh.
  • Diferente daqui, lá as latinhas de alumínio de cerveja tem formato de garrafinhas.

Veja também meu post sobre Visa Travel Money, Parques, e Compras em Orlando.

Precisão dos medidores de glicose

Quem é diabético sabe da necessidade de medir o nível de glicose várias vezes ao dia, a fim de detectar hipoglicemias ou hiperglicemias. No passado, os medidores de glicose eram caros, existindo poucas opções.

Hoje em dia temos uma infinidade de opções, e apesar do preço dos aparelhos terem caído, infelizmente as tiras reagentes ainda custam caro (ganância dos fabricantes?).

O que pouca gente sabe é que os medidores não são tão precisos quanto os exames feitos em laboratórios, por razões que não pretendo explorar nesse post. Uma leitura imprecisa pode fazer com que o diabético corrija a glicemia de forma incorreta, ou tomando muita insulina, ou ingerindo mais glicose do que o necessário. Sendo assim, quanto mais preciso o aparelho, melhor!

Note que todos os aparelhos disponíveis oficialmente no mercado brasileiro atendem a legislação em relação a precisão, que geralmente deve ter o erro menor que 20% (em relação ao exame de laboratório), variando dependendo da faixa glicêmica.

Como precisão nunca é demais, acredito ser importante saber, entre as opções disponíveis, qual seria a mais precisa. Sendo assim, comecei a procurar informações e comparativos, e encontrei um na edição de Novembro de 2011 da revista Consumers Reports. Por ser uma publicação americana, é praticamente desconhecida no Brasil. Abaixo segue a cópia do resultado dos testes feitos por eles (espero que eles não se importem, visto que a revista não é vendida aqui). PS: Os testes feitos não têm valor científico, mas como foram práticos, devem representar o uso em situações reais.

Diversos dos aparelhos testados podem ser comprados no Brasil. Para os que não são vendidos no mercado nacional, ainda há opção de comprar on-line e mandar vir pelo correio.

Antes de fazer a troca do seu medidor de glicose, converse com seu médico, que tem o conhecimento necessário para avaliar melhor as opções oferecidas.

Espero que os fabricantes continuem trabalhando de forma a melhorar a precisão dos medidores, para quem um dia possamos ter resultados tão precisos quanto os de exames de laboratório.

Dica: Sempre que a leitura realizada não estiver compatível com o que você está sentindo, repita a medição, se possível usando um aparelho de outra marca, para comparar os resultados e “tirar a prova”.

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