Abbott FreeStyle Libre – cadê a responsabilidade?

Faço uso do FreeStyle Libre desde que ele foi lançado no Brasil. Nesse mesmo blog tenho inúmeros posts falando sobre minha experiência com o uso do sensor, e relatando inclusive problemas de sensores com medições erradas. Até pouco tempo atrás, a Abbott realizava as trocas dos sensores defeituosos sem custo adicional e sem “criar muito caso”, mas não é mais assim!

Durante o carnaval, o sensor que eu estava usando começou a apresentar leituras incorretas comparando com as medições com o OneTouch da J&J (tenho as fotos pra comprovar). Eu estava em um local sem telefone e sem sinal de celular, literalmente no meio do mato, portanto, não pude entrar em contato com a Abbott naquele momento para reportar o ocorrido. Felizmente levei um sensor reserva, portanto, removi (e guardei) o sensor defeituoso e apliquei um novo.

Hoje, quarta-feira, entrei em contato com a Abbott para reportar o ocorrido, e eles se negaram a substituir o sensor pelo fato de eu ter removido o sensor defeituoso do braço, o que iria contra a orientação deles. Ora, quer dizer então que eu deveria ficar com dois sensores no braço, sendo que apenas um deles estaria funcionando, até conseguir falar com a Abbott? A troco do que? É o cúmulo da falta de bom senso da empresa!

Além de todo o stress que um sensor defeituoso gera no paciente, a empresa agora se exime da responsabilidade da troca com justificativas ridículas. Vale lembrar também que o atendimento da Abbott não funciona nos 24×7, portanto, pedir que o paciente mantenha o sensor defeituoso no braço sem oferecer um canal de contato 24h é ainda mais absurdo.

Espero que a empresa reveja esse posicionamento CONTRA seus clientes. Já não bastasse a quantidade de sensores com defeito, criar ainda mais dificuldade para “amenizar” uma situação provocada pela falta de qualidade do seu produto parece ser uma ótima forma de perder clientes. Lamentável a forma que a empresa está conduzindo essas situações.

Que venha a concorrência!

PS: Abri uma reclamação no ReclameAqui sobre esse episódio específico.

Share and Enjoy !

0 0

FreeStyle Libre – o sensor pifou

E havia chegado a hora de colocar o quinto sensor, ou seja, mais de 2 meses usando o FreeStyle Libre sem qualquer problema!

A surpresa veio no dia seguinte… menos de 48 após a instalação do novo sensor, e já tendo feito várias leituras que aparentemente não apresentaram qualquer problema, passei o leitor para obter a glicemia e me deparei com uma mensagem que até então nunca tinha visto:

Sensor ruim

Sensor ruim

Por sorte, havia comprado mais de um sensor, então pude instalar um outro. No entanto, foi grande a apreensão de ter perdido quase R$ 250 devido a falha do sensor. Como a Lei de Murphy está sempre presente, o fato aconteceu num sábado, e o call center da Abbott não funciona nos finais de semana.

Na segunda-feira, liguei no 0800 e comuniquei o acontecido. Pediram o número serial do sensor e após alguns minutos, comunicaram que dentro de 48h uma empresa parceira iria entrar em contato por telefone, para agendar a substituição do sensor por um novo (sem custo). Pediram para que eu guardasse o sensor ruim na embalagem original (que felizmente ainda não tinha ido pro lixo), pois quando viessem entregar o novo, iriam recolher o defeituoso.

Passado mais de 48h e ainda sem receber a tal ligação, enviei um email para a Abbott cobrando uma posição. No dia seguinte, recebi a ligação que agendou a troca do sensor para a próxima segunda-feira. No entanto, para minha surpresa, na sexta-feira anterior a data agendada, apareceu uma pessoa aqui para fazer a troca do sensor (aparentemente o agendamento não tem muito efeito prático).

Enfim, felizmente a Abbott trocou o sensor defeituoso por um novo, sem cobrar nada por isso (o que é o mínimo esperado, diga-se de passagem). O fato serviu para aprender algumas coisas:

  • Sem mais nem menos, você pode se deparar com uma situação onde o sensor para de funcionar antes da hora.
  • É sempre bom ter um sensor reserva disponível. Se eu não tivesse, teria ficado 6 dias sem o monitoramento contínuo.
  • A Abbott poderia ter um 0800 funcionando 7 dias por semana, pois problemas não tem data para acontecer.
  • O processo da troca do sensor apresentou alguma demora, e a data agendada não foi respeitada (menos mal que adiantaram, mas dei sorte de ter gente em casa na hora que a pessoa apareceu).

Uma curiosidade: Todos os sensores que eu comprei até agora tem data de validade para o dia 31-Outubro-2016, ou seja, estão bem próximos de expirar. Me pergunto se o problema apresentado pode estar relacionado com essa proximidade da data de expiração.

Share and Enjoy !

0

0


Duas semanas com o FreeStyle Libre

Hoje completou as duas primeiras semanas usando o FreeStyle Libre. Se você não viu meu primeiro post sobre ele, recomendo que leia agora, e depois retorne para ler o restante desse post.

As primeiras impressões relatadas no primeiro post se mostraram acertadas e consistentes. Em suma, a precisão do Libre não é uma maravilha. Sempre há uma diferença entre a leitura do Libre e a de um medidor de glicose tradicional (que também não é preciso). Mas, a impressão que tenho é que essa diferença é maior quando a glicose está baixa.

O Libre parece ser bastante “conservador” em se tratando de mostrar que você já saiu da zona de perigo de hipoglicemia. Isso pode ser conferido nas imagens abaixo.

 

20160713_070547

Demora para detectar uma saída de hipoglicemia

Demora para detectar uma saída de hipoglicemia

Outra impressão que tive é que com o passar do tempo, a diferença entre o Libre e demais medidores aumenta cada vez mais. Talvez essa seja uma das razões para o sensor expirar em 14 dias, obrigando você a instalar um novo. Aparentemente, na minha experiência, a diferença começou a ficar mais gritante a partir do 11º dia de uso, ou seja, faltando 3 dias para o sensor expirar:

Diferença entre aparelhos

Diferença entre aparelhos

Diferença na leitura (sensor perto de expirar)

Diferença na leitura (sensor perto de expirar)

Note que essa questão das diferenças nas leituras é esperada, e por isso mesmo, a própria Abbott recomenda conferir com um medidor tradicional quando algo não parecer estar correto.

Após expirado o sensor, o leitor do Libre não permite mais fazer leituras:

Ao tentar ler um sensor expirado

Ao tentar ler um sensor expirado

No entanto, ainda é possível (apesar de não recomendável) ler o sensor usando aplicativos disponíveis na loja de aplicativos do Google (mais sobre eles em um próximo post). Sendo assim, fiquei por algumas horas com os dois sensores no corpo (um em cada braço) – o expirado, e o novo. A diferença nas medições foi bem grande, o que reforça a impressão de que quanto mais próximo de expirar, menos preciso ele fica:

Sensor expirado

Sensor expirado

Sensor novo

Sensor novo

Sensor novo x medidor tradiciona

Sensor novo x medidor tradicional

Mas então, qual a vantagem de usar o Libre, se não é possível confiar 100% nas suas medições? Simples! Quase tão importante quanto a precisão, é você poder acompanhar a curva/evolução da glicose no decorrer do dia. Com a experiência, você consegue determinar as tendências e agir pró-ativamente na correção, seja para mais ou para menos. No meu caso, a quantidade de “picadas” no dedo, depois de usar o libre, caiu de (no mínimo) 5 vezes por dia, para 2 ou 3 vezes por semana. Nem preciso dizer que meus dedos agradeceram bastante 🙂

Há muito para melhorar, e com certeza a Abbott está trabalhando para evoluir o produto. Mas na forma que está hoje, já traz muitos benefícios, desde que você saiba interpretar as leituras, tendências, e tenha consciência de que ainda será necessário “tirar a prova” com um medidor tradicional de vez em quando. Talvez por isso também o aparelho ainda não tenha sido aprovado pela FDA. Nos EUA, existe um movimento pressionando os fabricantes de medidores de glicose para diminuir a margem de erro dos aparelhos.

Abaixo, a título de curiosidade, segue a foto do sensor expirado (já removido), e de como ficou a pele no local onde ele estava instalado (a pele voltou ao normal depois de alguns minutos).

Sensor expirado

Sensor expirado, dá pra ver o filamento que fica inserido na pele.

Logo após remoção do sensor (após 14 dias)

Região do braço, logo após remoção do sensor (após 14 dias)

Meu próximo post será sobre os aplicativos “paralelos” disponíveis na Google Play. Infelizmente, o aplicativo oficial da Abbott, chamado LibreLink, não está disponível para o Brasil. Espero que seja liberado logo, pois seria muito prático levar apenas o smartphone comigo, sem necessidade de levar também o leitor do Libre.

Share and Enjoy !

0

0