Efeitos da ignorância

Hoje, parece que virou moda posar de “defensor das causas sociais, sustentabilidade e qualquer outra coisa que tenha apelo social”, mesmo quando o resultado é “um mico”.

Recentemente, tivemos um episódio que comprova isso:

Primeiro, um festival (SWU) que defende a sustentabilidade, mas que na prática, não ofereceu nem mesmo estacionamento para bicicletas, impediu que as pessoas entrassem com água ou qualquer alimento, ofereceu condições péssimas de higiene e alimentação, e muito mais, como pode ser facilmente conferido nas dezenas de depoimentos espalhados pela Internet.

Segundo, nesse mesmo festival, a banda Rage Against the Machine se encontrou com integrantes do MST. O vocalista, segundo dizem, chegou a se comprometer a doar parte do cache para eles, posaram para fotos como defensores do movimento, e o guitarrista (a exemplo do presidente que nunca sabe de nada), tocou usando um boné do MST.

Agora eu pergunto: O que os integrantes do RATM sabem a respeito do MST ou dos problemas sociais dos Brasileiros? Será que eles sabem que o MST é corrupto como muitos outros movimentos desse país? Que eles já chegaram a destruir áreas e pesquisas que estavam sendo desenvolvidas há muito tempo? Que fazem comércio com os lotes de terra recebidos do governo?

Seria bom que alguém com consciência, mostrasse para os “paraquedistas” estrangeiros, a verdade por trás dos fatos, para evitar esse tipo de “mico”, e ainda dar publicidade a movimentos que não a merecem. Assim como seria muito bom que os produtores de shows que se dizem “pró-sustentabilidade”, fizessem a lição de casa, e garantissem que pessoas que pagaram caro para estar lá, tivessem o mínimo de condições para aproveitar o festival como se deveria.

PS: Só pra constar, não fui no SWU (graças a Deus) e não sou fazendeiro. Apenas acho um absurdo alguns acharem que as pessoas nesse país não tem cérebro.

Operadora TIM – mais descaso com os clientes!

Estou há semanas tentando obter da TIM duas informações básicas:

  • Qual a freqüência utilizada na rede celular dela, na cidade de São Pedro – SP.
  • Qual a torre mais próxima de um determinado local, nesta mesma cidade.

Isso tudo porque o sinal do celular em um local específico é muito ruim, e pretendo comprar/instalar um repetidor GSM para amplificar o sinal, e para tanto, é necessário saber a freqüência utilizada, e apontar a antena externa para a torre mais próxima.

Obter essas informações pelo telefone é praticamente impossível, pois os atendentes não sabem informar, ou passam informações totalmente erradas (chegaram a falar que a frequência é 1900Mhz – impossível!).

Já abri 4 chamadas de suporte via email, todas elas respondidas com respostas “pré-fabricadas”, ou perguntando coisas que eu já tinha informado no contato inicial, simplesmente para fechar o chamado, e provavelmente diminuir as estatísticas de chamadas em aberto (não resolvem o problema do cliente, mas pra efeito estatístico, a chamada foi encerrada, e não dão opção de continuar com ela aberta).

Agora postei uma reclamação na Anatel… sem muita esperança, afinal, esse é um dos orgãos estatais mais incompetentes desse país.

Brasileiro aceita tudo, e ainda agradece!

Pois bem, já faz algum tempo que o Brasil se tornou passagem obrigatória para grandes bandas e artistas, em suas turnês internacionais. É como se fosse uma mina-de-ouro recém descoberta. É bem verdade que o Rock’in’Rio 1 deu início a tudo, pois os artistas viram que podiam vir para o Brasil sem precisar andar de cipó pelas ruas, nem fugir de macacos e outros animais selvagens.

Mas também é visível que, nos últimos anos, é cada vez maior o número das turnês internacionais que passam por aqui. Infelizmente, o brasileiro, ignorado durante muito tempo por muitos artistas, considera a vinda deles como se fosse um “favor” que está sendo feito. Os shows, feitos geralmente em estádios de futebol (quanto mais gente, mais dinheiro, e dane-se a qualidade do som), organizados por produtores gananciosos, e na maioria das vezes sem ter uma estrutura adequada, tem ingressos cada vez mais caros, e pasmem!, acabam se esgotando em algumas horas, ou dias! Enfim, parece que todo mundo está nadando na grana por aqui.

Agora, felizmente, nem todos no mundo são “trouxas”. A prova é o recente exemplo que aconteceu em Israel, quando o produtor do show do Metallica resolveu enfiar a faca nos preços dos ingressos, gerando a revolta de muitos headbangers, que organizaram um boicote, fazendo com que a banda interferisse e o produtor baixasse bastante o preço! Mas por aqui, que nada! Paga-se o quanto pedem, e ainda enfrentam felizes as filas pra entrar e para sair do local, bebidas com preços abusivos, e todos os outros fatores que deixariam qualquer outro povo revoltado, mas não os brasileiros, acostumados a ser maltratados em quase todo tipo de serviço que lhe é oferecido (especialmente os públicos)!

Por isso estamos onde estamos, com políticos e autoridades que deitam e rolam, enfiam impostos, taxas, cobranças, leis e tudo mais que quiserem goela abaixo do povo, e ninguém faz nada.

Custo exorbitante dos certificados digitais!

Quer encher a “cueca” de dinheiro, sem precisar roubar como nossos adoráveis políticos? Então abra uma empresa certificadora, e seja feliz!

Para realizar algumas operações com o governo, já era necessário o uso de certificados digitais (ex: NF-e). Agora, todas as empresas enquadradas no regime de tributação “Lucro Presumido”, terão que entregar algumas das declarações periódicas assinadas digitalmente, ou seja, todas terão que adquirir certificados digitais, provavelmente o eCNPJ.

E nem bem a obrigatoriedade começou, o que não falta são problemas:

1) Para emissão do certificado, é necessário uma validação presencial, ou seja, você tem que ir pessoalmente até algum posto “físico” da empresa que escolheu para emitir seu certificado, munido de todos os documentos necessários. O agendamento pode ser feito online ou por telefone, mas o problema é que com a atual demanda (que tende a aumentar ainda mais nas próximas semanas), as datas disponíveis já estão distantes demais!

2) O custo para emissão de um certificado é exorbitante, e criou-se uma máfia onde praticamente todas as empresas credenciadas para emití-los estão cobrando o mesmo valor! Concorrência pra que? Vamos enfiar a faca e aproveitar! Lembrando ainda que os certificados devem ser renovados periodicamente: os de modelo A1 anualmente, e os A3 a cada 2 ou 3 anos.

Chega a ser ridículo a quantidade de postos de validação existentes atualmente. Uma pessoa em algum lugar no Amazonas, provavelmente terá que viajar até Manaus só para fazer a validação! A Certisign, que é uma das empresas líder neste segmento, tem apenas 150 pontos de validação em todo o Brasil! Ou seja, é aquela coisa típicamente brasileira: Vamos exigir, e eles que se virem pra conseguir isso no prazo!

Já não bastasse a altíssima carga tributária, não param de aparecer novos custos. Será que isso terá fim algum dia?!

Política na Internet

Meu amigo Facunte está indignado com a falta de ação do povo contra a impunidade e os absurdos que rolam na política Brasileira. O post teve inúmeros comentários. Aliás, parece que, pelo menos entre o pessoal “do nosso meio”, todos estão indignados com a pouca vergonha que é a política neste país.

No entanto, se você acompanha as pesquisas, e considerando que elas sejam verdadeiras, porque o governo Lula tem tanta aprovação, se eles também estão metidos em trocentos casos de corrupção, e o Lula esqueceu completamente tudo que pregava como ideal político? Se todo mundo que eu converso tem uma opinião de revolta sobre o assunto, se toda discussão “on-line” mostra também opiniões semelhantes, então como pode tamanha aprovação?

No fim das contas, cheguei a conclusão que para a indignação causar efeito, ela tem que sair da Internet, e mostrar literalmente a cara nas ruas! Só assim atingirá uma visualização maior, aparecendo em todos os tipos de mídia e causando, talvez, uma verdadeira “comoção” nacional. Mas para isso, falta liderança. Sozinho, ninguém faz nada, e as organizações que deveriam promover essa união, não fazem nada também. Até na China tem mais protestos populares do que aqui, e olha que lá qualquer coisinha é motivo pra tomar uma bala na cabeça!

Já por aqui, as vezes vemos estudantes protestando no palácio do planalto, mas parece mais que estão fazendo festa! A TV filma, e eles estão pulando e dando risada! Peraí? É protesto ou é farra?

Enfim, estou cada vez mais desiludido com este país, que tem tudo de bom, menos os políticos (e adjacentes).

FELIZ NATAL para todo mundo (menos para os políticos sem vergonha, ou seja, 99.9%)!

A primeira experiência…

Há duas semanas atrás, tive minha primeira experiência de ter que pagar pedágio andando de moto. E a “estréia” foi na Rodovia Dom Pedro I, no percurso Piracicaba <-> Joanópolis. São dois pedágios, um de R$ 2,30 e outro de R$ 2,80.

O absurdo vai além do fato de ter que pagar, e inclui a total falta de estrutura nas praças de pedágios. Não existem cabines especiais para motos, ou seja, ficamos em filas, entre carros e caminhões. O indíviduo que autorizou a cobrança de pedágios para motos com certeza nunca dirigiu uma, muito menos na chuva. O dinheiro simplesmente “derrete” quando tirado do bolso encharcado. E ainda tive que aguentar a cara da cobradora, olhando pra ver se os R$ 5 “derretendo” eram “verdadeiros”!

Indignado, tratei de mandar minhas considerações para a ouvidoria da ARTESP. Segue a resposta, uma montagem do tipo “copy/paste” descarada e muito mal feita:

A ARTESP – Agência Reguladora de Transporte do Estado de São Paulo é responsável pela fiscalização dos serviços prestados pelas concessionárias de rodovias e pelas empresas de transporte intermunicipal de passageiros. Os esclarecimentos a respeito desses serviços são deveres desta agência e um direito dos usuários.

Portanto, em resposta à solicitação, feita para esta Ouvidoria, a ARTESP esclarece que desde o ano de 1977 as motocicletas não pagam tarifa nas praças de pedágios das rodovias estaduais do Estado de São Paulo.

A partir do Decreto no 9.812 de 1977 do Governador Paulo Egydio Martins, proibiu-se a cobrança de pedágio nas rodovias de São Paulo, entretanto, esta fase correspondia a um outro período de circulação.

Segundo a ARTESP – Agência Reguladora dos Transportes do Estado de São Paulo, a participação de motocicletas na frota de veículos do Estado pulou de 9,4% em 1998 para 16,4%
no ano passado, e ressalta-se a questão de segurança viária.

A partir deste segundo lote de concessões rodoviárias, incluíram-se no modelo de cobrança as motocicletas, primeiramente as tarifas são auferidas nas rodovias dos segundo lote de concessão – Rodovias Raposo Tavares, Marechal Rondon, Ayrton Senna, Carvalho Pinto e D. Pedro I.

As motocicletas representam menos de 1% da receita de pedágio, entretanto este agente participa no Sistema ViaRondon de 17,5% dos acidentes em geral, e cerca de 41% dos acidentes com feridos ocorridos no sistema, ou seja, um aumento nos custos nas rodovias devido ao crescimento da frota de motocicletas.

O IPVA como o próprio nome diz é o imposto sobre a propriedade do veículo. Sua receita destina-se 50% (cinqüenta por cento) para o município onde o veículo é emplacado, e 50% (cinqüenta por cento) para o Estado.

A receita do Estado é destinada a Secretaria da Fazenda que utiliza esse recurso para melhorar as áreas de Educação, Saúde e Segurança.

A Ouvidoria agradece o contato. Com a participação da sociedade a ARTESP terá, cada vez mais, a oportunidade de exercer o papel fiscalizador para melhorar os serviços prestados aos usuários.

Para conhecer mais sobre a ARTESP acesse www.artesp.sp.gov.br

Vou traduzir para os que não tiveram paciência de ler:

Primeiro, disseram que existe um decreto que proíbe a cobrança dos pedágios nas Rodovias Estaduais em SP. Depois, no melhor estilo BRASILLLL, resolveram começar a cobrar, afinal, decreto só serve pra alguma coisa nesse país, se não contrariar os interesses dos “grandes”. A alegação é que tem muito mais motos nas estradas do que quando o decreto foi feito (ahhhh sim, só aumentaram as motos, carros não…), e que as concessionárias, coitadinhas, que já ganham tão pouco, estão tendo muitas despesas para atender os motociclistas acidentados (tarefa que faz parte das obrigações delas, e que já estavam previstas em contrato).

Ah, também alegam que o dinheiro recebido das motos representa “só” 1% do volume total arrecadado. Que miséria hein? Se é assim, não precisa nem cobrar! Afinal, pedágio serve pra conservação das rodovias.

Em suma, mais uma que engolimos… e aguardem, pois vem mais por aí.

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