A primeira experiência…

Há duas semanas atrás, tive minha primeira experiência de ter que pagar pedágio andando de moto. E a “estréia” foi na Rodovia Dom Pedro I, no percurso Piracicaba <-> Joanópolis. São dois pedágios, um de R$ 2,30 e outro de R$ 2,80.

O absurdo vai além do fato de ter que pagar, e inclui a total falta de estrutura nas praças de pedágios. Não existem cabines especiais para motos, ou seja, ficamos em filas, entre carros e caminhões. O indíviduo que autorizou a cobrança de pedágios para motos com certeza nunca dirigiu uma, muito menos na chuva. O dinheiro simplesmente “derrete” quando tirado do bolso encharcado. E ainda tive que aguentar a cara da cobradora, olhando pra ver se os R$ 5 “derretendo” eram “verdadeiros”!

Indignado, tratei de mandar minhas considerações para a ouvidoria da ARTESP. Segue a resposta, uma montagem do tipo “copy/paste” descarada e muito mal feita:

A ARTESP – Agência Reguladora de Transporte do Estado de São Paulo é responsável pela fiscalização dos serviços prestados pelas concessionárias de rodovias e pelas empresas de transporte intermunicipal de passageiros. Os esclarecimentos a respeito desses serviços são deveres desta agência e um direito dos usuários.

Portanto, em resposta à solicitação, feita para esta Ouvidoria, a ARTESP esclarece que desde o ano de 1977 as motocicletas não pagam tarifa nas praças de pedágios das rodovias estaduais do Estado de São Paulo.

A partir do Decreto no 9.812 de 1977 do Governador Paulo Egydio Martins, proibiu-se a cobrança de pedágio nas rodovias de São Paulo, entretanto, esta fase correspondia a um outro período de circulação.

Segundo a ARTESP – Agência Reguladora dos Transportes do Estado de São Paulo, a participação de motocicletas na frota de veículos do Estado pulou de 9,4% em 1998 para 16,4%
no ano passado, e ressalta-se a questão de segurança viária.

A partir deste segundo lote de concessões rodoviárias, incluíram-se no modelo de cobrança as motocicletas, primeiramente as tarifas são auferidas nas rodovias dos segundo lote de concessão – Rodovias Raposo Tavares, Marechal Rondon, Ayrton Senna, Carvalho Pinto e D. Pedro I.

As motocicletas representam menos de 1% da receita de pedágio, entretanto este agente participa no Sistema ViaRondon de 17,5% dos acidentes em geral, e cerca de 41% dos acidentes com feridos ocorridos no sistema, ou seja, um aumento nos custos nas rodovias devido ao crescimento da frota de motocicletas.

O IPVA como o próprio nome diz é o imposto sobre a propriedade do veículo. Sua receita destina-se 50% (cinqüenta por cento) para o município onde o veículo é emplacado, e 50% (cinqüenta por cento) para o Estado.

A receita do Estado é destinada a Secretaria da Fazenda que utiliza esse recurso para melhorar as áreas de Educação, Saúde e Segurança.

A Ouvidoria agradece o contato. Com a participação da sociedade a ARTESP terá, cada vez mais, a oportunidade de exercer o papel fiscalizador para melhorar os serviços prestados aos usuários.

Para conhecer mais sobre a ARTESP acesse www.artesp.sp.gov.br

Vou traduzir para os que não tiveram paciência de ler:

Primeiro, disseram que existe um decreto que proíbe a cobrança dos pedágios nas Rodovias Estaduais em SP. Depois, no melhor estilo BRASILLLL, resolveram começar a cobrar, afinal, decreto só serve pra alguma coisa nesse país, se não contrariar os interesses dos “grandes”. A alegação é que tem muito mais motos nas estradas do que quando o decreto foi feito (ahhhh sim, só aumentaram as motos, carros não…), e que as concessionárias, coitadinhas, que já ganham tão pouco, estão tendo muitas despesas para atender os motociclistas acidentados (tarefa que faz parte das obrigações delas, e que já estavam previstas em contrato).

Ah, também alegam que o dinheiro recebido das motos representa “só” 1% do volume total arrecadado. Que miséria hein? Se é assim, não precisa nem cobrar! Afinal, pedágio serve pra conservação das rodovias.

Em suma, mais uma que engolimos… e aguardem, pois vem mais por aí.

Google Image Swirl

O Google acaba de lançar um sistema interessante de busca de imagens. A diferença entre ele e a atual busca de imagens disponível na página padrão do google é que o Google Swirl categoriza e agrupa imagens semelhantes, além de utilizar um sistema de navegação pelas imagens bem interessante.

Teste você mesmo através do link acima, colocando algum termo interessante para pesquisa, como por exemplo, Eddie Iron Maiden 😉

PS: Está marcado para amanhã o lançamento do Chrome OS… vamos ver no que dá.

Cadê a consciência ecológica da MS?

Recentemente, adquiri uma Action Pack Subscription da Microsoft. Depois de semanas e diversos contatos via telefone e email, tentando resolver pendências que não existiam, sobre informações que (segundo eles) estavam faltando no cadastro, mas que já haviam sido informadas inúmeras vezes (cnpj, etc), o MAPS foi finalmente liberado.

Ontém, recebi um envelope de plástico, enorme (no mínimo tamanho A3). Estranhei, pois o MAPS adquirido era somente para download eletrônico dos softwares (sem mídia). Abri o envelope, por sinal, super reforçado, e encontrei dentro dele outro envelope (?!?!) todo forrado com plástico bolha. Pensei: Opa, pra ter tanto cuidado, deve ter alguma coisa frágil aí dentro. Abri então o segundo envelope, e qual foi a surpresa quando encontrei apenas alguns papéis de licença, um folheto e uma nota fiscal!

Não me entendam mal, mas pra que usar dois envelopes de tamanho super exagerado, com plástico bolha, etc. se dentro dele só tem papel? Até onde eu sei, papel não quebra, então um simples envelope de papel, tamanho médio, estaria ótimo, e poluiria menos o planeta.

Mais contraditório ainda é ler no folheto (incluso dentro do segundo envelope):

Agora, com base no feedback de parceiros, os benefícios do seu Action Pack Subscription estão disponíveis para download digital[…]Você também ajuda a reduzir nosso impacto ambiental[…]

huh?