Escolhendo uma TV LCD

As vezes o ditado “Quanto mais, melhor!” só serve pra deixar a gente mais confuso 🙂

Ao procurar uma nova TV LCD, a variedade de modelos é tanta que deixa qualquer um perdido! Fora isso, temos que ficar atentos com as propagandas “enganosas” ou especificações “suspeitas”, pois cada fabricante dá um nome diferente para um recurso similar, ou estabelece critérios diferentes de classificação (refresh, motion rate, etc).

A pesquisa em fóruns especializados ajuda bastante. O duro é percorrer tópicos que já se tornaram gigantes, com milhares de mensagens, a fim de encontrar alguma informação útil ou a resposta para alguma dúvida ou problema. Um fórum que recomendo para assuntos relacionados a TVs e HomeTheaters é o HTForum! Foi nele que descobri que o modelo do qual estava interessado (Samsung UN46ES8000) estava apresentando inúmeros problemas de vazamento de luz no painel LCD. O número de pessoas reclamando desse problema é absurdo, e independente das promoções que estavam rolando, acabei desistindo, pois senti que seria só dor de cabeça.

TV
O fato é que agora a Samsung lançou a série F8000 de SmartTVs, que parece ter resolvido o problema dos vazamentos, além de trazer melhorias no sistema de reconhecimento de voz e de gestos, que são o “plus” dessas TVs “inteligentes”, CPU 4Core e nova tecnologia de “dimming”, que supostamente produz um “preto mais real”. Outro fator interessante, que já estava presente também na ES8000, é a possibilidade de atualizar o hardware da TV sem necessidade de trocar todo o aparelho. A “mágica” se dá através da aquisição do kit de atualização (Smart Evolution), que aparentemente custará em torno de R$ 900, e que dará uma turbinada na CPU e em alguns recursos das TVs “antigas” que sejam compatíveis. A idéia é boa, visto que diversos componentes de uma TV, como a fonte de alimentação, painel LCD, etc. são itens básicos que muitas vezes permanecem os mesmos em  diversos modelos lançados. Resta saber se essas atualizações realmente farão diferença, pois o preço do kit também não é dos mais baratos.

A F8000 conta com recursos (frescuras?) interessantes, que colocam o modelo entre os “top de linha”:

  • Câmera integrada (legal pra fazer conferências via Skype, que também está embutido na TV).
  • Reconhecimento de gestos (a-lá Kinect) que permite realizar algumas operações com a TV (como aumentar o volume, “curtir” uma página web, etc) apenas usando gestos.
  • Reconhecimento de voz (aperfeiçoado), permitindo controlar alguns recursos da TV através da fala (por exemplo, dá pra ligar a TV apenas dizendo algumas palavras).
  • WI-FI integrado, permitindo acesso a internet e loja de aplicativos que podem ser baixados e executados diretamente na TV.

As TVs da série F8000 estão disponíveis em dois tamanhos: 46″ e 55″. O preço não é dos mais baratos… cerca de R$ 4.600,00 para a versão 46″. E aí, vai tomar coragem e tirar o escorpião do bolso?!

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Iron Maiden – Biografia não autorizada

maidenbioAcaba de ser lançado no Brasil (em português) o livro “IRON MAIDEN – A BIOGRAFIA NÃO AUTORIZADA E DEFINITIVA DA BESTA” de- DANIELS NEIL.

Comprei esse livro (em inglês) no ano passado, quando estive nos EUA, e recomendo a qualquer fã do Maiden! Capa dura, papel de excelente qualidade, fotos inscríveis. Imperdível!

O preço também está ótimo. Clique aqui e compre o seu ag0ra.

 

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Lei da transparência reflete governo “sem noção”

A Lei 12741, conhecida como Lei da Transparência, é um passo importante para abrir os olhos dos brasileiros frente aos valores absurdos de impostos que pagamos, e o péssimo retorno que temos. Não é uma lei perfeita, pois, por exemplo, não engloba todos os impostos existentes, mas é um primeiro passo.

A Lei foi sancionada há algum tempo, e entra em vigor a partir de 10/Junho/13, prazo em que as empresas já deverão (ou deveriam) estar adaptadas para mostrar os valores estimados dos impostos em suas notas fiscais, etc.

Nesse meio tempo, podemos destacar alguns fatos que só mostram o quão “sem noção” o governo é:

  • Com o advento da Nota Fiscal Eletrônica, praticamente obrigatória para qualquer empresa hoje em dia, qualquer mudança em relação a novos campos de informação exigem uma adequação dos XMLs transmitidos ao governo, schemas e também dos próprios servidores das Secretarias da Fazenda de todos os estados. Faltando menos de um mês para a obrigatoriedade imposta pela lei, diversas Secretarias ainda não estavam com seus servidores de produção adaptados para receberem os XMLs com a nova informação.
  • Praticamente véspera da entrada da obrigatoriedade, e a lei ainda não foi regulamentada pelo próprio governo.
  • Aos 45 minutos do segundo tempo, agora estão tentando mudar a forma como os valores serão mostrados, dividindo-os em municipais, estaduais e federais.

Isso só mostra o quanto o próprio governo é ineficiente e incapaz de visualizar, planejar e atender suas próprias leis, e nem mesmo de mensurar corretamente todas as implicações que uma lei pode gerar, inclusive para ele mesmo. Enquanto isso, empresas de software tem que “dar seus pulos”, adaptando seus sistemas a fim de que seus clientes estejam dentro da lei no prazo estipulado, prazos esses que estão ficando cada vez mais curtos, quase que irreais.

Felizmente, nesse caso específico, o IBPT deu uma grande ajuda montando e fornecendo gratuitamente uma tabela com as alíquotas médias calculadas por NCM. Com isso, parte da responsabilidade de prover uma informação correta saiu dos ombros do comerciante, afinal, com o caos tributário que temos nesse país, aliado aos diferentes regimes de tributação das empresas, chegar nessas alíquotas por conta própria é quase que uma tarefa impossível de ser realizada.

Enfim, já passou da hora de exigirmos uma simplificação tributária, que alinhe o país com o “primeiro mundo”. Enquanto isso não acontece, que pelo menos a partir de agora, a população se informe sobre o absurdo que paga de impostos, e pressione o governo para que efetivamente haja uma mudança em termos de retorno e desoneração. Ou será que a maioria vai simplesmente ignorar essa informação? Afinal, quantos realmente lêem o que está escrito nos cupons e notas fiscais?

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Saudades do “baixo nível” :)

Há alguns dias atrás, fuçando em uma pilha de CDs do “fundo do baú”, encontrei um CDShare de 1994, que até onde lembro, foi distribuído na (falecida) Fenasoft.

O CD era montado pela Kanopus e distribuído pela RBT (Rede Brasileira de Teleinformática). A WarmBoot BBS, da qual fui SysOp, era integrante da RBT, e contribuía com o conteúdo do CD disponibilizando as edições do WarmNews, uma revista eletrônica em SVGA que eu havia desenvolvido em Turbo Pascal + inline ASM, contendo matérias de interesse geral, especialmente para os usuários de BBS.

Para situar os mais novos (que já nasceram na época da Internet), os BBS eram servidores conectados a linha telefônica através de modems, onde as pessoas se associavam e conectavam (via modem discado) para trocar mensagens e arquivos.

Mais detalhes do WarmNews ficam para um próximo post. Esse aqui é pra tratar de um pequeno executável chamado great2!.exe que era distribuído com todos os arquivos da WarmBoot, e continha informações sobre o BBS, como conteúdos, telefone, etc.

O great2! foi feito em Assembly, e tinha cerca de 6kb de tamanho (após ser comprimido pelo lzexe). Naquela época, um dos meus passatempos era programar em baixo nível, especialmente em Assembly. Ainda tenho aqui livros sobre programação “baixo nível” pra EGA (quem lembra disso?), VGA e SVGA. Devido ao pouco poder de processamento dos 286 e 386, qualquer coisa “gráfica” decente precisava ser feita em ASM para que tivesse a performance adequada. A particularidade do great2! era que ele não usava gráficos, mas sim tela texto “normal”, e rotinas em ASM para sincronizar a pintura da tela com o refresh do monitor (CRT, obviamente), de forma a se conseguir uma rolagem e transições suaves! O pequeno executável também tocava um “midi” em background (na época, a SoundBlaster era o padrão em placas de som, totalmente compatível com a – ainda mais arcaica – AdLib), exibindo um “VU” na tela para cada instrumento da música, dando um efeito de “spectrum analyzer” 😀

A rotina de música e a própria música em si peguei prontas na – até então só disponível em universidades públicas – Internet.

O mais impressionante é que consegui rodar o great2! (e o WarmNews também) em um emulador de DOS (DosBox dentro do Windows 7 64bits) e funcionou perfeitamente, inclusive com som e rolagens suaves!

Abaixo segue um vídeo que gravei do great2! sendo executado. Saudades de quando tinha tempo de brincar com essas coisas…

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SRV: Day by Day, Night After Night – His Final Years, 1983-1990 [review]

srv-livroImperdível, para qualquer fã de Stevie Ray Vaughan!

Stevie foi um grande guitarrista, talvez o melhor, que já passou pelo mundo do Blues!

A vida é cheia de fatos curiosos e inexplicáveis: nunca tinha ouvido falar de Stevie até que vi a notícia sobre sua morte na TV. Lembro até hoje da notícia dada no Jornal Nacional que, por algum motivo que desconheço, ficou marcada na minha memória. Tempos depois, tive meu primeiro contato com a música de Stevie, e a partir de então, me tornei um fã e admirador do seu trabalho.

Ouvir e ver Stevie tocar é a confirmação de que existem pessoas que simplesmente nascem com o dom da música em suas almas, e ele com certeza era uma delas. A guitarra tornou-se uma extensão do seu próprio corpo. Enquanto tocava, eram uma coisa só. Sua paixão pela música e pelo instrumento era expelida em cada nota que saía de sua guitarra!

O livro é escrito de forma curiosa, mas que funcionou muito bem: seguindo uma sequência cronológica, ele lista praticamente tudo que já se falou, publicou ou se exibiu sobre Stevie, datas de apresentações, set lists, etc,  intercalando essas informações com depoimentos da época, dados por amigos, companheiros de banda, músicos e familiares e muitas, mas muitas fotos!

Cobre também a fase onde Stevie quase morreu devido ao abuso de álcool e drogas, e como conseguiu superar tudo isso e ficar limpo até o final da vida.

As páginas que tratam do acidente que matou Stevie, com detalhes e depoimentos de pessoas que estavam com ele minutos antes do ocorrido, são de pura emoção! Pode-se sentir a aflição, a tristeza e o choque da notícia em cada uma das narrativas.

Stevie era um artista que chegou no topo, mas que não deixou o sucesso subir a cabeça. Ficava puto quando colocavam seus ídolos pra abrir seus shows, demonstrando o respeito e a admiração que tinha por aqueles que o influenciaram.

Até hoje, ninguém conseguiu chegar perto do seu talento. Eric Clapton disse que se sentiu “envergonhado” diversas vezes por sua habilidade “limitada”, após assistir Stevie se apresentando.

O livro é nota 10 e deveria fazer parte da estante de todo fã! Infelizmente, ainda não há uma versão em português. Se você lê inglês, pode comprá-lo direto na Amazon. Se não lê mas é fã, vale a pena somente pelas fotos que contém! A qualidade é excelente como pouco se vê nos livros de hoje em dia: capa dura, totalmente colorido, impresso em papel couche.

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