Enviando dinheiro para o exterior com o menor custo possível

Quem tem filhos estudando no exterior, ou tem conta corrente aberta em algum banco fora do Brasil, costuma rotineiramente fazer envios de dinheiro. Até algum tempo atrás, a única alternativa “eletrônica” era utilizar serviços de SWIFT de bancos tradicionais, o que geralmente envolvia altas taxas de serviço, além de um câmbio geralmente muito maior do que o dólar oficial, ou o uso de métodos menos tradicionais (e geralmente mais caros), como Western Union, Paypal, etc.

Felizmente, hoje a coisa é bem mais tranquila e “barata”. Serviços como o Transferwise (dos mesmos criadores do Skype) chegaram para facilitar a vida, com a vantagem de cobrarem taxas muito menores e usarem o dólar oficial como base.

Para fazer uma transferência pelo Transferwise, primeiro você precisa se cadastrar no site, uma operação feita de forma totalmente online. Se desejar movimentar quantias maiores de dinheiro, terá que fazer uma validação mais apurada da sua identidade, enviando fotos dos seus documentos para análise. O processo é bem tranquilo e rápido.

Com o cadastro efetuado e aprovado, você já pode fazer seu primeiro envio. Para isso, crie uma nova transferência no site, indicando o quanto deseja transferir (em R$) e qual é a moeda de destino, por exemplo, USD (dólar americano). A página já irá lhe mostrar o quanto o destinatário irá receber, detalhando as taxas, câmbio utilizado, etc. de forma muito transparente. Indique quem receberá o dinheiro, informando os dados da conta no exterior, e finalize o processo. Feito isso, você tem 48h para pagar a Transferwise (via TED ou boleto bancário). Durante essas 48h, o câmbio contratado no momento em que criou o pedido de remessa no site fica garantido. Se você pagar depois desse prazo, será usada a cotação do momento, que poderá ser maior ou menor do que o câmbio anteriormente contratado, afetando diretamente o valor que o destinatário irá receber. Aconselho enviar o dinheiro via TED, para não pagar a tarifa do boleto, além de ser processado muito mais rápido.

Quando a Transferwise recebe seu dinheiro, ela inicia o processo de crédito na conta de destino, o que geralmente leva entre 1 e 2 dias úteis (depende do país, quantia, etc).

O interessante disso tudo é que seu dinheiro na verdade nunca sai do Brasil! A operação é totalmente legal e dentro das normas exigidas pelo Banco Central do Brasil. No final do artigo tem um vídeo mostrando como funciona o processo (legendas em português).

Enfim, fica a dica para quem precisa enviar recursos para o exterior e deseja ter o menor gasto possível. Minha experiência com a Transferwise até o momento foi totalmente positiva! Não tenho do que reclamar.

Gostou? Faça seu cadastro no site da Transferwise usando esse link, e terá isenção das taxas na primeira transferência feita no valor de até £ 500.

Seguro viagem do cartão, funciona?

Apesar de ter viajado inúmeras vezes para o exterior, em nenhuma delas precisei usar o seguro viagem (ou de assistência médica) oferecido “gratuitamente” pelo cartão de crédito, no meu caso, chamado de MasterAssist (Mastercard).

Eis aí que chega um dia que você precisa usar, e fica aquela dúvida: Será que funciona? Será que realmente vão honrar as coberturas?

A boa notícia é que funciona! Mas você deve ficar atento a algumas condições para não “dançar”. A experiência aqui relatada se refere a uma emergência ocorrida nos USA, onde foi necessário a passagem por dois hospitais.

Como obter o seguro?

A primeira coisa que você precisa fazer é verificar se o seu cartão de crédito oferece esse tipo de seguro. Para tanto, ligue para a operadora do cartão ou para o banco emissor e se informe, inclusive sobre as condições e coberturas oferecidas.

Será necessário emitir uma apólice de seguro, o que geralmente é feito de forma online, através de um site específico informado pela operadora do cartão. Lembre-se de fazer isso ANTES de viajar! Se estiver viajando em família, deverá informar o nome do cônjuge e dos dependentes para que estejam cobertos também (geralmente filhos maiores de 18 anos só estarão cobertos se forem estudantes). A apólice geralmente tem validade de 1 ano, mas o período de cobertura é “por viagem” – no meu caso – 60 dias contando a partir da data da ida. É importante lembrar que para ter direito ao seguro, você deve ter comprado a passagem com o referido cartão de crédito. No caso do MasterAssist, é aceito também  a compra feita com milhas geradas pelo programa de pontos do cartão.

Usando o seguro

Se houver uma emergência médica, antes de ir a um hospital ou a um médico, entre em contato com a seguradora pelo telefone informado na apólice (geralmente oferecem atendimento em português e as chamadas são 0800 ou a cobrar) e abra um chamado. Eles provavelmente indicarão hospitais, clínicas ou médicos conveniados que você poderá utilizar, e entrarão em contato com os mesmos para pré-aprovar os gastos. Se não houver tempo para isso, pode ser que você tenha que pagar pelos gastos e depois solicitar o reembolso para a seguradora.

Minha experiência envolveu ambas as situações: reembolso e pagamento direto pela seguradora. Os gastos que eu paguei e solicitei o reembolso já foram ressarcidos (usaram a cotação do dólar comercial + IOF para creditar o dinheiro na minha conta). Os gastos pagos diretamente pela seguradora ao hospital, médicos, etc, até a data desse post, ainda estavam com o pagamento pendente (e olha que já se passaram mais de 3 meses).

Prepara-se para enviar uma batelada de documentos, como: comprovante da compra da passagem usando o cartão (ou pontos), laudo médico, recibos, documentos de identificação, extratos do cartão, apólice do seguro, etc. É um processo chato, mas enviando tudo o que eles pedirem (e estando tudo certo), provavelmente não terá dor de cabeça em relação a aprovação dos pagamentos.

O atendimento

Não tenho o que reclamar do atendimento prestado pela seguradora durante os dias de “aflição”. Os atendentes foram sempre bem educados e se mostraram interessados em ajudar no que fosse possível. Foram inúmeros contatos, via telefone e email, durante e após o desenrolar da situação.

Prepara-se para algo muito diferente do que você está acostumado no Brasil

Diferente do que acontece no Brasil, nos Estados Unidos não existe um “SUS” (seja para o bem, quanto para o mal). Qualquer atendimento de saúde lá é pago. Mesmo que você seja um “americano nativo” e tenha um plano de saúde, sempre há deductibles, co-pays, etc. envolvidos, ou seja, sempre acaba tendo que pagar alguma coisa. Por isso é essencial viajar com um seguro contratado.

Não é a toa que os americanos só vão no médico “se estiverem morrendo”… e até por isso, ficam espantados com o hábito do brasileiro de recorrer a hospitais por qualquer gripe, etc.

Saiba que o custo com saúde lá é ABSURDAMENTE caro! Uma noite no hospital pode custar mais de USD 6.000! O uso de ambulância pode custar USD 1.500! Em suma, se tiver que bancar tudo do bolso, está ferrado!

Outra coisa estranha: você irá receber a conta do hospital, médicos, medicações utilizadas, enfermeiras, uso da sala de emergência, exames realizados, etc. de forma detalhada (e muitas vezes em contas separadas), só que elas começam a chegar geralmente mais de um mês depois da “alta”, e podem continuar chegando até “Deus sabe quando”! Ou seja, não se assuste se 2 meses depois do ocorrido você encontrar uma conta na sua caixa de correio! Observe que, mesmo tendo seguro, eles enviam a conta para você também… parece que é algo do tipo: “vamos mandar a conta pra todo mundo e ver quem paga primeiro!” Aconselho que, sempre que receber uma conta, encaminhe ela para a seguradora e também ligue para quem está cobrando para passar os dados do seu seguro, sempre mencionando o número do “seu caso” na seguradora. O estranho é que você fica sem saber, de antemão, o quanto “gastou”.

Se possível, recorra a um hospital somente em último caso, pois é a opção mais cara de todas. Recomenda-se ir primeiro à alguma clínica de emergência, pois são mais baratas. Mas porque isso, já que quem vai pagar é o seguro? Bom, sempre existe o risco de negarem alguma coisa e, nesse caso, você ter que pagar do bolso… 

Conclusão

Enfim, posso dizer que até o momento, minha experiência com o uso do seguro do cartão foi positiva. Ficarei 100% tranquilo quando souber que todos os pagamentos foram quitados, coisa que não aconteceu até o momento, mas que aparentemente está “dentro da normalidade” (segundo informação da própria seguradora).

Espero que o relato contribua e ajude os que tiverem dúvidas sobre o assunto.

Bruce Dickinson – um autobiografia (review sem spoilers)

Capa da biografiaBruce Dickinson, pra quem não é do mundo do Rock/Heavy Metal, é o vocalista da banda Iron Maiden. Mas mais do que isso, é um exemplo de empreendedor multitarefa bem-sucedido. Seu talento como cantor é inquestionável, mas se já não bastasse isso, ele também é um esgrimista profissional, escritor, roteirista, historiador, dono de empresas ligadas a aviação, piloto de vôos comerciais (estamos falando de Boings 747) e, mais recentemente, um palestrante cada vez mais requisitado em eventos das mais variadas áreas (informática, empreendedorismo, etc).

A autobiografia de Bruce, lá fora chamada “What this button do?” (“O que faz esse botão?”) era muito aguardada pelos fãs de todo o mundo, e já se encontra disponível em português, seja em formato impresso ou eBook. Interiormente, existia apenas uma biografia extra-oficial, que focada mais na história das bandas pela qual Bruce já passou do que realmente em informações “privilegiadas” da vida dele.

Ed Force OneNo livro, Bruce aborda períodos de toda sua vida, desde a infância até a luta recente contra um câncer na garganta, do qual felizmente conseguiu se livrar sem deixar sequelas na voz, não antes de travar uma árdua batalha narrada com detalhes no último capítulo da obra. Diferente de algumas autobiografias de outros artistas, Bruce preferiu não falar de temas particulares, como casamentos, separações, intrigas, etc. focando naquilo que é realmente interessante, ou seja, se você espera algo do tipo “Revista Contigo”, vai cair do cavalo! O conteúdo tem muita coisa interessante, passando pela decisão de se afastar do Maiden, de se tornar um piloto (primeiro de aviões pequenos, depois jumbos), de se aventurar com sua banda solo em Sarajevo (quando o país ainda estava em guerra), e assim por diante.

Enfim, seja você um fã do Maiden ou apenas alguém que gosta de ler sobre as experiências de vida de outras pessoas, esse é um livro que não irá decepcionar.

Clique aqui para comprar o livro na Amazon.com.br

R$ 130 de desconto no AirBnb

Através do AirBnb você pode alugar quartos, apartamentos, casas, etc. em qualquer lugar do mundo, diretamente com o proprietário. Na maioria das vezes, sai muito mais barato do que ficar em hotéis.

Obviamente, deve-se tomar algumas precauções, como verificar as características e fotos do local, a localização, segurança e, principalmente, os comentários de quem já se hospedou lá. Tudo isso fica disponível no próprio site. Os melhores proprietários ganham o selo de Superhost, e só isso já pode ser uma boa indicação de que não terá problemas.

Para os que pretendem se cadastrar no AirBnb, use este link para se cadastrar e ganhar R$ 130,00 de desconto na sua primeira estadia com valor superior a R$ 250.

Para os fãs de Conan!

Durante boa parte da minha adolescência, colecionei os quadrinhos da Espada Selvagem de Conan. Além das histórias da era hiboriana, o que mais me chamava a atenção era a arte em nanquim e, obviamente, as capas no estilo Fantasy Art feitas por diversos mestres dessa área.

Há alguns anos atrás, acabei vendendo (com dor no coração) minha coleção de revistas, pois além de estar ocupando um bom espaço, já estavam começando a amarelar (o miolo era impresso em papel jornal). Qual foi minha surpresa ao descobrir a existência de alguns livros reunindo várias sagas assinadas por John Buscema, Gil Kane, Frank Brunner, Vicente Alcazar e Ernie Chan, e com encadernação especial!

Para outros que, como eu, são fãs do estilo, seguem os links dos livros atualmente disponíveis com exclusividade pela Amazon no Brasil:

 

SP para Serra do Rio do Rastro 2016

Click here to read it in English.

Qualquer motociclista que se preze já ouviu falar da Serra do Rio do Rastro, em Santa Catarina, com 284 curvas, algumas chegando a 180º. Há tempos estava planejando essa viagem, e finalmente a “conjunção dos astros” permitiu que eu e mais três amigos (Bramac, Hertz e Rubão) sincronizássemos as agendas e partíssemos para lá, no dia 22/Setembro/2016!

Dia 1

Dia 1

Primeiro dia (emoção off-road)

A ideia era fazer a viagem completa em 4 dias, saindo de Piracicaba (eles de Paulínia e Campinas, nos encontrando em Tatuí), sendo a primeira parada para pernoite em Curitiba. O caminho escolhido foi pelo Rastro da Serpente, que liga Capão Bonito à Apiaí. Essa foi a primeira surpresa da viagem. Asfalto e rodovias excelentes até Capão Bonito, mas bastou entrar no Rastro da Serpente para o trajeto passar de uma viagem “estradeira” para um circuito off-road! A estrada está cheia de obras, com diversos pontos onde não se sabe mais o que é asfalto e o que é terra. Pra piorar, diversos pontos estão com meia-pista, o famoso esquema “pare-siga”, obrigando você a esperar sua vez, perdendo um precioso tempo de viagem.

Pare-Siga

Pare-Siga

Final do Rastro

Final do Rastro (Hertz, eu, Bramac e Rubão)

Estávamos em quatro motos, sendo duas Harleys, uma BMW GS1200 e uma Triumph Tiger 800. Não preciso dizer que as Harleys foram as que mais sofreram nesse trajeto. Honestamente, eu não aconselho fazer o Rastro da Serpente enquanto as obras não forem finalizadas! Além de mais perigoso e estressante, o trajeto acaba levando muito mais tempo do que o previsto! Saímos as 7h30 e chegamos em Curitiba as 18h!

Riders Pub

Riders Pub

Nos hospedamos no Che Lagarto Hostel. Jantamos no shopping que ficava ao lado do CLH e depois passamos em um bar temático de motocicletas, para tomar uma cerveja artesanal (circuito feito a pé, pois os locais são próximos). Programamos com um amigo local de, na volta, ir em algum bar de rock com som ao vivo.

Dia 2 (parte 1)

Dia 2 (parte 1)

Segundo dia (trajeto bucólico)

SRR Pomerode

Pomerode

Tomamos café as 7am, e partimos para Urubici, onde iríamos pernoitar. O planejamento inicial seria chegar a tempo de fazer a Serra do Rio do Rastro também a noite. O caminho escolhido foi dica da Elisabete Bach, descrito por ela mesmo como um roteiro mais “bucólico” do que simplesmente pegar a BR 101, e realmente não deixou a desejar! Passamos por estradas e serras muito bonitas, com bom asfalto e pouco movimento! Paramos em Jaraguá do Sul para abastecer e comer alguma coisa, seguindo para Blumenau, parando para conhecer a Vila Germânica (onde é realizado o Oktoberfest) e aproveitando para almoçar. Seguindo o caminho, passamos pelo Vale Europeu, com parada em Pomerode, para dar uma olhada na fábrica recém inaugurada da cervejaria Schornstein.

Dia 2 (parte 2)

Dia 2 (parte 2)

Vila Germânica

Vila Germânica

De Pomerode, partimos para o destino final do dia, Urubici, passando por Camboriú, Florianópolis, São José, e subindo a Serra Catarinense. O trânsito estava bem pesado até São José! Infelizmente, a noite caiu e acabamos subindo a serra já sem luz do sol, portanto, não pudemos apreciar a paisagem… uma pena!

Pousada Pica-Pau

Pousada Pica-Pau

Chegamos em Urubici as 21h, e fomos recepcionados pelo Wesclei, dono da Pousada Pica-Pau. Fica a dica para quem quiser uma excelente opção de hospedagem em Urubici, com um atendimento impecável! Comemos pinhão torrado na hora no fogão a lenha, enquanto aguardávamos as pizzas recém-encomendadas. Uma das Harleys estava morrendo ao desacelerar. Depois de consultar nosso “suporte técnico” Alex (Bros Bikers), que nos deu algumas orientações sobre o que fazer, fomos dormir.

Dia 3 (parte 1)

Dia 3 (parte 1)

Terceiro dia (a serra e o coxo)

Tomamos café as 8am, abastecemos, e partimos para o Morro da Igreja. Essa é uma parada obrigatória para qualquer viajante que está na região! A vista é simplesmente magnífica! As nuvens estavam baixas, e tínhamos a impressão de estar “no céu”, olhando as nuvens por cima.

Morro da Igreja

Morro da Igreja

Saindo do Morro da Igreja, partimos para o Mirante da Serra do Rio do Rastro (passando novamente por Urubici). O trajeto é muito bonito, a maior parte com asfalto bom e vistas lindas, com muito verde e cheias de araucárias. Entrando na SC-390, o asfalto piorou absurdamente, mas nem chegou perto da “ruindade” do Rastro da Serpente.

Dia 3 (parte 2)

Dia 3 (parte 2)

Chegando no Mirante, a vista deslumbrante acima das nuvens impressionou ao mesmo tempo que decepcionou, pois escondeu as famosas curvas e nos impediu de apreciar a paisagem montanhosa enquanto descíamos a serra.

No Mirante, tivemos a visita de alguns Quatis, que ficam passeando livres e calmamente pelo local, à procura de comida fácil.

Mirante da SRR

Mirante da SRR

Descemos a serra cruzando as nuvens que havíamos avistado do Mirante. A umidade estava alta, chegando a condensar e molhar o capacete. No final, olhando para trás, para o sentido do qual viemos, não se via nada além de nuvens carregadas.

SRR Quati

Quati

Paramos para abastecer e tocar para Curitiba. Surpresa! O Waze estimava mais de 6 horas de viagem! E já era praticamente 16h da tarde! Tocamos para Curitiba, pela BR 101, pegando serração e chuva. Chegamos no Slaviero Hotel por volta das 23h, com frio e ensopados (quando começou a chover, não havia postos nem viadutos próximos onde poderíamos nos abrigar para vestir as capas de chuva)! Mas nada é tão ruim que não pode piorar. Um dos amigos tomou um “capote” ao descer da moto. Ao chegar na recepção do hotel, fomos informados que as reservas (feitas pela booking.com) não tinham sido efetivadas por culpa de uma funcionária do hotel. No fim, após alguns aborrecimentos, conseguimos entrar nos quartos (que sofreram um upgrade). Nem preciso dizer que a programação prevista de ir à algum bar foi por água abaixo.

Bramac descobriu que tinha perdido da chave do baú Givi que estava com todas as mudas de roupa! A chave reserva tinha ficado em Paulínia. O seguro não quis mandar o chaveiro, pois o problema era no baú, e não na moto (uh?! Sacanagem hein?!). Ele então acabou chamando um chaveiro 24hs, que não conseguiu abrir o baú! Ou seja, teve que se virar secando e usando a roupa que já estava usando. Ainda bem que já estávamos no penúltimo dia.

No total, rodamos nesse dia quase 700km! PQP!

Dia 4

Dia 4

Quarto dia (o retorno)

Acordamos as 7am, tomamos café, e partimos de volta pra casa. Felizmente, o trajeto de retorno não seria pelo Rastro da Serpente, mas sim pela BR-116 (Regis Bittencourt). Cerca de 30km saindo de Curitiba, paramos na famosa Estrada da Graciosa. Infelizmente, tempo fechado e muita serração, mas que não impediu de descermos a serra, que tem grande parte do seu trajeto feito de paralelepípedos. A estrada é linda e pitoresca, com muito verde e a mata atlântica margeando a pista continuamente, e diversos mirantes onde você pode parar para contemplar a natureza e comer/beber alguma coisa.

Entrada Serra da Graciosa

Entrada Serra da Graciosa

Voltamos para a Regis e continuamos o caminho de volta. Ao chegar próximo da Serra do Cachimbo, a rodovia tinha muitas obras, infinitos caminhões e, já próximo do Rodoanel Mário Covas, havia um acidente que só não nos parou completamente porque as motos passam pelos corredores!

O cansaço quer tomar conta, mas a saudade da família faz você continuar. Cheguei em casa as 20h, com o sentimento de desafio cumprido e a impressão de que não foi a última vez que visitarei aquela região!

Considerações e dicas:

  • Evite (mesmo!) fazer o Rastro da Serpente enquanto as obras não terminarem, a não ser que você esteja a fim de encarar um ambiente “off-road”.
  • Não se engane com o tempo que leva pra fazer os trajetos! A média de velocidade geral da viagem foi de 70km/h, ou seja, você vai demorar muito mais tempo do que está acostumado usando uma boa rodovia.
  • O clima na Serra do Rio do Rastro será sempre uma incógnita. Está bom em um dia, e ruim no outro. Se tiver uma agenda flexível, programe-se para ficar nos arredores da Serra por mais de um dia, assim se o tempo estiver ruim, ainda há chance de pegar ele limpo no dia seguinte. Consultar o site do mirante com cameras online pode ajudar.
  • É um absurdo a cobrança de pedágios para motos! A estrutura das praças de pedágios existente não foi feita para isso, e não sofreu qualquer adaptação para facilitar a vida do motociclista. Pelo contrário! Somos obrigados a usar as mesmas cabines dos carros e caminhões, que frequentemente tem o asfalto cheio de óleo!
  • Não dependa só do Waze, pois, com certeza, em algum momento ele ficará offline por falta de rede celular. Leve um aplicativo de GPS off-line, como o Here Maps, ou mesmo o Google Maps, lembrando de baixar os mapas antes.
  • Pousadas podem ser melhores que hotéis, vide a experiência com a Pica-Pau!
  • Apesar de ter moto há muitos e muitos anos, essa foi a primeira viagem verdadeiramente longa que fiz sobre duas rodas. Mesmo com todos os obstáculos, dores na coluna, braço, frio, chuva, etc,  o sentimento de liberdade proporcionado pelas duas rodas é insuperável.
Espírito Macgyver

É na hora do aperto que a criatividade aparece, kkkkk. Pegamos uma chuva brava chegando em Curitiba, que ensopou as roupas e obviamente os tênis. O que fazer?

O método do microondas não deu certo (eu avisei que não ia rolar, kkkk), então Bramac foi mais criativo e usou os abajures:

Eu enchi os tênis de papel higiênico, que puxaram boa parte da umidade durante a noite. Depois, enrolei a própria corda do secador de cabelo de forma que o interruptor ficasse pressionado, coloquei no mínimo, e deixei uns 10 minutos baforando em cada tênis, e funcionou 100%!

Secando o Tênis

Secando o Tênis

Visite o site motocando.warmboot.com.br para conhecer muitos pontos de interesse em várias regiões do Brasil!

Galeria de Fotos

Saindo de Tatuí

Vida longa e próspera! Up the Irons!

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