A formiga sempre se ferra

Recebi o texto abaixo via email… não sei quem é o autor original.

Todos os dias, uma formiga chegava cedinho ao escritório e pegava duro no trabalho. A formiga era produtiva e feliz.O diretor marimbondo estranhou a formiga trabalhar sem supervisão. Se ela era produtiva sem supervisão, seria ainda mais se fosse supervisionada.E colocou uma barata, que preparava belíssimos relatórios e tinha muita experiência, como supervisora.

A primeira preocupação da barata foi a de padronizar o horário de entrada e saída da formiga.

Logo, a barata precisou de uma secretária para ajudar a preparar os relatórios e contratou também uma aranha para organizar os arquivos e controlar as ligações telefônicas

O marimbondo ficou encantado com os relatórios da barata e pediu também gráficos com indicadores e análise das tendências que eram mostradas em reuniões.

A barata, então, contratou uma mosca, e comprou um computador com impressora colorida. Logo, a formiga produtiva e feliz, começou a se lamentar de toda aquela movimentação de papéis e reuniões!

O marimbondo concluiu que era o momento de criar a função de gestor para a área onde a formiga produtiva e feliz, trabalhava.

O cargo foi dado a uma cigarra, que mandou colocar carpete no seu escritório e comprar uma cadeira especial.

A nova gestora cigarra logo precisou de um computador e de uma assistente a pulga (sua assistente na empresa anterior) para ajudá-la a preparar um plano estratégico de melhorias e um controle do orçamento para a área onde trabalhava a formiga, que já não cantarolava mais e cada dia se tornava mais chateada.

A cigarra, então, convenceu o gerente marimbondo, que era preciso fazer um estudo de clima.

Mas, o marimbondo, ao rever as cifras, se deu conta de que a unidade na qual a formiga trabalhava já não rendia como antes e contratou a coruja, uma prestigiada consultora, muito famosa, para que fizesse um diagnóstico da situação. A coruja permaneceu três meses nos escritórios e emitiu um volumoso relatório, com vários volumes que concluía : Há muita gente nesta empresa!!

E adivinha quem o marimbondo mandou demitir?

A formiga, claro, porque ela andava muito desmotivada e aborrecida.

Paul Dianno em Piracicaba

Depois de ler diversos reviews das recentes apresentações do Paul Dianno pelo interior Paulista, confesso que fiquei em dúvida se valeria a pena adentrar a madrugada chuvosa, no meio da semana, para assistir seu show. Mas como era uma oportunidade única de vê-lo na minha cidade (que não tem tradição de trazer artistas internacionais de Metal), resolvi arriscar. Já tinha visto um show dele há uns 4 anos em Campinas, mas nunca é demais rever o que se gosta.

O show aconteceu no Bar Captain Jack. Toquei com minha banda há muitos anos atrás nesse bar, que foi reformado recentemente. A casa não é grande, mas estava na medida certa para a quantidade de gente que compareceu. Dava pra se locomover tranquilamente, nada de empurra-empurra, bem diferente do show de Campinas, no falecido “Hammer”, uma muvuca, aperto total, paredes “suando”, etc. Aparentemente muita gente que tinha comprado ingressos antecipadamente acabou não indo, possivelmente por causa da chuva.

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Paul chegou acompanhado da banda de apoio (Scelerata) lá pelas 23h. Careca, gordo e de begala (podreira total!!). O cara realmente tá só o pó 😀 Fiquei até surpreso dele ter conseguido subir uma baita escada (ainda que apoiado em um roadie) que dava acesso ao camarote onde ele ficou fumando seu cigarro (o normal, não o do capeta) enquanto a banda de abertura tocava.

Paul Dianno

Quando Paul subiu no palco (bem pequeno, por sinal), por volta de 01am, era visível sua satisfação por estar ali. Alias, nunca tinha visto ele com tão bom humor 🙂 O público também estava bem animado, e respondia com entusiasmo a cada música apresentada. Paul falou muito com a platéia no intervalo entre as músicas. Pena que mesmo depois de tantas vindas ao Brasil (inclusive já morou aqui, e tem filhos brasileiros) ainda não consiga falar português, salvo algumas palavras mais “essenciais”, tipo filho da p*. timão, etc. eheheh. Ou seja, nem todo mundo entendia o que ele falava. Algumas vezes a banda traduzia para o público.

O set list foi mais ou menos o mesmo que está sendo apresentado nessa atual turnê (entitulada Running Free Again), fechando com o cover de Blitzkrieg Bop, do Ramones. Ouvir clássicos como Phantom of the Opera, Charlotte the Harlot, etc. ao vivo, na voz de Paul, é uma experiência que todo fã deveria presenciar. Obviamente, a voz não é mais a mesma, mas ainda dá pro gasto. Também, o cara não faz a menor questão de se manter saudável 🙂 Eis aí uma grande diferença entre ele e o Bruce Dickinson. Tenho pra mim que o Iron não chegaria onde está se Paul tivesse continuado na banda.

Paul arriscou até mesmo um gutural, e não poupou a garganta com alguns agudos característicos da sua fase no Maiden.

Paul Dianno (Cap. Jack)

Vale uma nota sobre a banda Scelerata, que já há alguns anos acompanha Paul nas turnês brasileiras: os músicos são extremamente competentes, e aparentam realmente se divertir com o que fazem!

Sobre Paul, apesar de toda a sua “podreira” atual, tenho que elogiar a sua atitude! O cara tem muito carisma, toca em qualquer lugar, tá sempre na estrada, não tem frescura, tira fotos com quem quiser, etc.

Enfim, um ótimo show! Mais fotos aqui.

Paul "slim"