BBS – Um passado não tão distante, mas já quase esquecido

Quando se fala em tecnologia, o tempo parece passar mais rápido do que o normal. A evolução é tão rápida que lembrar de algo que aconteceu há 20-30 anos atrás pode ser comparado a lembrar do tempo dos dinossauros.

Obs: O artigo é cheio de links, vale a pena visita-los para se aprofundar em cada assunto.

Na década de 90, computadores tinham menos poder de processamento do que um smartphone atual, e nem estou falando dos tops de linha! Provavelmente, muitos dos nerds e youtubers de hoje não reconheceriam grande parte das siglas, abreviações e termos utilizados no mundo da computação no início da década de 90: XT, AT, 286, 386 SX, 386 DX, 486, Himem.sys, EMM386, CGA, EGA, VGA, CP/M, etc. A internet no Brasil ainda era uma recém nascida, acessível inicialmente apenas em algumas universidades públicas. Web? Não! Estamos falando de telnet, ftp, Usenet, etc.

Foi um pouco antes dessa época que os BBSes (Bulletin Board System, ou Sistema de Quadro de Avisos – numa daquelas traduções horríveis ao pé da letra) reinavam como as únicas opções de “comunidade virtual” [tá, não vou considerar o VideoTexto, 😀 ], sem saber que logo seriam dizimadas pela chegada da Internet e suas crias tão mais eficientes (e-mail, ICQ, Orkut, Netscape, etc). Os BBSes permitiam que qualquer pessoa que possuísse um computador + modem + linha telefônica pudesse baixar e enviar mensagens e arquivos, além de teclar com outros usuários em real-time através dos chats (restritos ao próprio BBS, ou seja, não era possível conversar em real-time com usuários de outros BBS). Tudo isso em “impressionantes” velocidades que variavam entre 2.400bps e 28.800bps (bps = bits por segundo!) .

Por trás de um BBS sempre havia um software gerenciador de BBS e uma pessoa, o SysOp (System Operator – Operador do Sistema). No Brasil, o software mais usado era o “RA” (Remote Access). Fui SysOp da WarmBoot BBS e, particularmente, preferi usar o Maximus e posteriormente o KBBS, sendo esse último indicado para rodar em OS/2. Geralmente, não era o gerenciador de BBS que “atendia” as ligações. Essa função era de outro software, como o FrontDoor. Era ele que atendia as ligações, verificava se era uma chamada de um usuário ou de outro BBS (para troca de pacotes), e repassava para o software apropriado continuar o “atendimento”. Alguns softwares gerenciadores já traziam um “FrontDoor” embutido.

Dentre os modems mais utilizados no Brasil estavam os da USR (US Robotics) e Hayes, sem contar os inúmeros xing-lings trazidos do Paraguai (Genius, BitCom, etc). O momento de conexão via modem era angustiante! Devido a péssima qualidade das linhas telefônicas, muitas vezes a “gritaria” do modem se perpetuava pela eternidade, na tentativa de negociar uma melhor taxa de conexão.

A troca de mensagens não era instantânea, mas era mais rápida do que usar os Correios 😀 Você conectava, via/lia as mensagens novas, respondia as que desejasse e aguardava um ou dois dias para obter sua resposta. Isso porque a maioria dos BBS trocava mensagens entre si apenas uma vez ao dia, ou melhor, de madrugada, para economizar na conta telefônica (o desconto nos pulsos de interurbanos chegava a 75%).

O processo para troca das mensagens era bem organizado. Cada BBS tinha seu node de distribuição (um outro BBS), onde se conectava para trocar as mensagens. Havia redes de mensagens responsáveis por organizar tudo isso, sendo a internacional Fidonet a maior e mais famosa! Posteriormente, surgiu no Brasil a RBT (Rede Brasileira de Teleinformática), que obteve um certo sucesso mas nunca destronou a “Fido”. Para fazer parte dessa estrutura, o BBS precisava se filiar à uma rede existente, obter seu número de cadastro e começar a participar do processo organizacional de troca de mensagens. Um número de cadastro na Fidonet seguia o padrão zone:net/node, por exemplo, 1:105/6 significa host 6 dentro da rede local de Portland Oregon (rede 105) que está na América do Norte (zona 1). Basicamente, os BBSes conectavam o node de distribuição, enviavam e recebiam as novas mensagens. Esses nodes por sua vez conectavam a outros nodes, e assim por diante, distribuindo as mensagens para todo o planeta.

Como o número de linhas telefônicas disponíveis nos BBSes costumava ser limitado (as linhas eram tão escassas e caras, que chegavam a ser alugadas em imobiliárias), era de praxe utilizar softwares para baixar e responder as mensagens enquanto se estivesse desconectado. O usuário ligava para o BBS, baixava o pacote contendo as novas mensagens ao mesmo tempo que subia as mensagens que já havia respondido quando estava desconectado, tudo através do uso de softwares “mensageiros”, como por exemplo o BlueWave.

A interface dos BBSes era de texto puro, nada de gráficos bonitinhos, janelas, etc. No máximo uma corzinha pra deixar os caracteres menos chatos. Não demorou para que programas específicos surgissem a fim de facilitar a criação das chamadas “telas ANSI”, onde se conseguia utilizar caracteres especiais e coloridos, como bordas, etc. para criar algo mais bonito do que uma simples tela preta cheias de letras e números brancos. Vale lembrar que uma configuração errada no software de comunicação já era suficiente para transformar uma linda tela ansi num indecifrável conjunto de caracteres estranhos e sem o menor sentido. Um dos editores ANSI mais usados na época era o TheDraw.

Além da troca de mensagens, os BBSes eram a fonte mais rápida para se ter acesso a arquivos e novidades. O acervo de arquivos de um BBS geralmente ficava armazenado em CDs e HDs. Um BBS “top” tinha múltiplos drives de CDROM, provendo simultaneamente diversos CDs contendo bibliotecas de arquivos. Já os BBSes mais modestos (a maioria) tinham apenas um CDROM, e criavam um cronograma onde de tempos em tempos os CDs eram trocados por outros, variando portanto o acervo de arquivos ofertado. Havia CDs com coletâneas de arquivos específicas para BBS, sendo um dos mais famosos o Night Owl.

Entre os arquivos mais populares entre os usuários estavam os GIFs que, em sua maioria, eram de mulheres nuas (que novidade!). Cindy Crawford, Claudia Schiffer, Paulina Poriskova, entre outras eram as musas da época. Obviamente nem tudo se limitava a gifs. Os freewares e sharewares eram a melhor forma de se distribuir e/ou vender softwares, em uma época onde um programa de computador não passava de alguns KBytes de tamanho. O conceito do shareware é: compartilhe o programa, teste-o e registre/pague para continuar usando. Compactadores de arquivos eram amplamente utilizados para diminuir o tamanho e tempo dos downloads. O mais usado na época era o ARJ, que oferecia taxas de compressão melhores que o ZIP, além de muitas outras funcionalidades. Era comum cada BBS adicionar um arquivo próprio (geralmente txt ou um pequeno exe/com) de propaganda, como se fosse uma assinatura dizendo: esse arquivo veio do BBS tal. Na WarmBoot BBS, adicionávamos o great2!.exe.

Além dos GIFs, freeware e sharewares, outra categoria de software começou a se disseminar nos BBS de todo o mundo: as Demos!

Demos nada mais eram do que apresentações gráficas, geralmente escritas em Assembly, onde durante a apresentação, efeitos visuais e animações 3D eram exibidos acompanhados por uma trilha sonora envolvente, sendo tudo calculado e desenhado em real-time, numa época onde os processadores rodavam em média a 40Mhz (com o turbo ligado :-D).

As Demos merecem uma atenção especial, e serão o tema de um próximo post.

Mas e quanto aos usuários? Geralmente, se associar à um BBS envolvia o pagamento de uma mensalidade. O valor dependia do “nível” que você desejasse ter dentro do BBS. Os níveis determinavam que áreas de arquivos ou mensagens poderiam ser acessadas, quanto tempo de conexão por dia você poderia utilizar e quantos KBs poderia transferir. A maioria dos BBSes oferecia alguns minutos gratuitos para que novos usuários pudessem “passear” pelos menus e pelo acervo, antes de decidir por assiná-lo. O processo de assinatura em si começou um tanto quanto manual: baixava-se e preenchia-se a mão uma ficha de cadastro que era enviada pelo correio juntamente com o cheque para assinatura. Posteriormente, foi simplificado, dispensando o envio pelo correio e aceitando transferências bancárias. Os BBSes mais poderosos/bem sucedidos aceitavam pagamento com cartão de crédito.

A conexão do usuário com o BBS era feita através de programas específicos, como o Telix. A troca de arquivos se dava através de protocolos de transferência de arquivos, sendo o ZModem (unidirecional) o mais comum. O BiModem, não tão difundido, permitia comunicação bidirecional, ou seja, podia-se enviar e receber arquivos ao mesmo tempo. O protocolo escolhido precisava ser suportado tanto pelo gerenciador de BBS como pelo programa cliente utilizado pelo usuário. Alguns BBS associavam a elevação do nível do usuário à quantidade de arquivos enviados por ele, como forma de incentivar o envio de novos arquivos e, portanto, aumentar o acervo do BBS.

Se chegou até aqui, ou é porque viveu essa época e deve estar agora muito nostálgico e cheio de saudades, ou porque é um jovem micreiro curioso que não se contenta em viver apenas o atual, mas sim saber como chegamos onde estamos. Em ambos os casos, parabéns! 😉

Com a chegada da Internet, os BBSes perderam o sentido de existir, afinal, ela oferece tudo que os BBSes ofereciam, só que de uma forma muito mais ágil, eficiente e com alcance praticamente ilimitado. Com isso, os BBSes começaram a desaparecer, sem deixar, no entanto, de marcar a história da tecnologia e a vida dos seus usuários.

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Abbott FreeStyle Libre – cadê a responsabilidade?

Faço uso do FreeStyle Libre desde que ele foi lançado no Brasil. Nesse mesmo blog tenho inúmeros posts falando sobre minha experiência com o uso do sensor, e relatando inclusive problemas de sensores com medições erradas. Até pouco tempo atrás, a Abbott realizava as trocas dos sensores defeituosos sem custo adicional e sem “criar muito caso”, mas não é mais assim!

Durante o carnaval, o sensor que eu estava usando começou a apresentar leituras incorretas comparando com as medições com o OneTouch da J&J (tenho as fotos pra comprovar). Eu estava em um local sem telefone e sem sinal de celular, literalmente no meio do mato, portanto, não pude entrar em contato com a Abbott naquele momento para reportar o ocorrido. Felizmente levei um sensor reserva, portanto, removi (e guardei) o sensor defeituoso e apliquei um novo.

Hoje, quarta-feira, entrei em contato com a Abbott para reportar o ocorrido, e eles se negaram a substituir o sensor pelo fato de eu ter removido o sensor defeituoso do braço, o que iria contra a orientação deles. Ora, quer dizer então que eu deveria ficar com dois sensores no braço, sendo que apenas um deles estaria funcionando, até conseguir falar com a Abbott? A troco do que? É o cúmulo da falta de bom senso da empresa!

Além de todo o stress que um sensor defeituoso gera no paciente, a empresa agora se exime da responsabilidade da troca com justificativas ridículas. Vale lembrar também que o atendimento da Abbott não funciona nos 24×7, portanto, pedir que o paciente mantenha o sensor defeituoso no braço sem oferecer um canal de contato 24h é ainda mais absurdo.

Espero que a empresa reveja esse posicionamento CONTRA seus clientes. Já não bastasse a quantidade de sensores com defeito, criar ainda mais dificuldade para “amenizar” uma situação provocada pela falta de qualidade do seu produto parece ser uma ótima forma de perder clientes. Lamentável a forma que a empresa está conduzindo essas situações.

Que venha a concorrência!

PS: Abri uma reclamação no ReclameAqui sobre esse episódio específico.

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Dica para comprar passagens pela Delta

Os brasileiros que pretendem viajar pela Delta Airlines devem ter verificado que no site da companhia aérea, mesmo estando em português, as passagens são sempre cobradas em Dolar Americano. Ou seja, ao comprar as passagens com cartão de crédito emitido no Brasil, o lançamento será feito em dólar, a operadora do cartão converterá o valor para Reais usando a cotação do dia do vencimento da fatura (geralmente do dólar turismo), e ainda será aplicado o IOF de 6.38%! Coisas do terceiro mundo 🙁

O detalhe é que, apesar de não estar informado em nenhum lugar no site, você pode comprar a passagem ligando diretamente para a Delta, pagando em Reais e parcelando em até 6x sem juros no cartão!

Fica a dica! O telefone da Delta (com atendimento em português) é 0800 761-0035.

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Disputa no AliExpress (produto danificado)

Comecei a comprar no Aliexpress há cerca de um ano… geralmente coisas de baixo valor, sempre escolhendo a opção de envio por ePacket, pra “agilizar” o envio (na medida do possível) e ter informações completas de rastreio.

Em novembro comprei um item de maior valor: um capacete. A avaliação do vendedor estava boa (~98%), conversei com ele várias vezes pelo chat, sempre respondeu prontamente minhas dúvidas, etc. Depois da compra, a primeira decepção veio no fato dele ter enviado a mercadoria em duas remessas separadas. Questionei e ele explicou que ele tinha que “embalar bem” o produto e aí o peso passaria de 2kg (limite do ePacket), então o que ele faz é remover a forração interna do capacete e mandar separado. Well, risco em dobro de taxação na receita, mas tudo bem. Nos comentários de outros compradores, vi que ele costumava fazer isso mesmo.

Passado um mês, o capacete chegou (a forração interna até o momento ainda está em trânsito). Primeiro problema: ele enviou embalado em plástico bolha, ao invés de usar uma caixa. Quando abri o plástico, o capacete tinha uma rachadura de mais de 10cm. Danificado no transporte? Já estava assim antes dele enviar? Não sei…

Tentei contato com o vendedor pelo chat, e ele não respondeu mais. Decidi abrir uma disputa pelo Aliexpress. Enviei as fotos com a rachadura e no dia seguinte o próprio Aliexpress me fez duas propostas:

  • Devolveriam metade do valor e eu não precisaria enviar o item de volta pra China
  • Devolveriam 100% do valor pago, mas eu teria que enviar o item de volta para a China, sendo que o custo do envio seria meu (pelo que consultei, custaria uns R$ 210 pra enviar de volta).

Obviamente não concordei com nenhuma das propostas, afinal, a culpa do produto ter chegado quebrado não era minha e sim do vendedor que não embalou direito. Deixei as propostas da Aliexpress “em aberto” e adicionei mais fotos e mais alguns comentários referente a minha suspeita de que talvez o produto já estivesse quebrado antes mesmo de ser enviado.

Nesse meio tempo, tentei falar com um ser humano pelo “fale conosco”, pra obter mais informações sobre o processo de disputa, mas infelizmente isso parece ser uma tarefa impossível. Só dá pra falar mesmo com a tal “Eva”, um desses robôs de atendimento que estão na moda, geralmente burros e que só fornecem respostas pre-programadas.

O fato é que 2 dias após eu ter adicionado mais evidências na disputa, recebi um email da equipe da Aliexpress dizendo que tinham decidido a meu favor, e que eu seria reembolsado em 100% do valor, sem necessidade de retornar o item. No mesmo dia, o vendedor que até então não respondia minhas tentativas de contato, enviou uma mensagem que “iria me reembolsar”, ou seja, quis dar uma de “gostosão”, como se a decisão tivesse sido dele, e não da Aliexpress.

Enfim, agora é aguardar o dinheiro cair no cartão! Apesar de alguns dias de agonia, aparentemente dá pra confiar no bom senso da Aliexpress.

PS: Vale lembrar que se eu tivesse sido taxado na alfândega, iria perder o dinheiro pago no imposto, pois esse duvido que seria reembolsado.

Use o link a seguir e obtenha até USD 19 em cupons de desconto na sua primeira compra no Aliexpress: a.aliexpress.com/N7hMlVtO

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2º Dia do ACBR

Dia 14 de setembro (2019) acontecerá o 2º Dia do ACBr, onde participarei com uma palestra sobre Firebird!

O título da apresentação é Firebird – a escolha certa! Já ministrei essa palestra em outros eventos diversas vezes, sempre com muito sucesso, mas dessa vez levarei dados atualizados sobre casos de uso reais, que devem chamar a atenção dos presentes.

Quando criei essa apresentação, o fiz porque já estava cansado de ouvir “bobagens” de pessoas que não conhecem o Firebird a fundo, e que por algum motivo insistiam em dizer que ele é um “banquinho”, que não aguenta grandes bases de dados nem muitas conexões simultâneas. Besteira! No decorrer da palestra, provarei que essas pessoas não sabem o que falam, ou estão muito desinformadas.

Ela também é indicada para aqueles que estão procurando por uma alternativa de banco de dados que seja confiável, robusto, open source, e gratuito para qualquer tipo de utilização! O Firebird é um ótimo candidato para esse cenário, e isso ficará muito claro no decorrer da apresentação.

Falarei um pouco de tudo: desde um resumo do que é e como surgiu o Firebird, as versões já lançadas, seus principais recursos, um pequeno comparativo com outros SGBDs, casos de uso reais, etc.

Convido a todos que tiverem interesse em conhecer um excelente banco de dados, que assistam minha palestra no 2º Dia do ACBr. E se você já usa Firebird e não aguenta mais ouvir besteiras, assista a palestra também, e saia de lá com munição para acabar de vez com os argumentos dos desinformados ou criadores de intrigas 🙂

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Crazy fan speed on rog laptop

After several months using an ASUS ROG GL503GE notebook, its fans started to behave in a strange way.

With no reason, the GPU fan speed jumps to 7000rpm. Sometimes, it stays there for hours, sometimes it keeps waiving. Usually, after some hours, it stabilized in normal speed (at last until the next reboot).

I checked the internet forums, and found several reports from people having the same problem. I tried to update and to drowngrade de BIOS, I tried to use fan control softwares, I tried to trick the ROG Gaming Center, I tried MSI Afterburner, I tried Intel XTU utilities, I update all the drivers and Windows 10 itself. Nothing solved the problem, and even worse, I could not figure out why it was happening, and what was triggering it.

Note that the CPU temperature usually was < 40C, and the GPU was not even being used! So, there was no reason for the fan to became a turbine, bothering everyone near to me.

Finally, some “good soul” posted in a ROG forum’s thread in the ROG saying that he solved the problem just opening the notebook, disconnecting the battery and fan cables, and connecting everything back.

I decided to try it, before I get crazy with the strong noise coming from the “turbine”, every day.

Before disconnecting the cables, I carefully checked if there was some bad contact or even a disconnection. No! Everything was perfectly connected. Even so, I disconnected the battery and the fan cables, and reconnected a few minutes later. I also blew some air to clean the fans, but they were really clean (those fans are supposed to be dust free, and seems that they really are).

For my surprise, this procedure seems to have solved the problem. Four days had passed and the problem didn’t show up anymore! What a relief!

For those who are having the same problem, you can search in youtube for GL503 tear-down videos. Opening the notebook is really an easy task. Just release a bunch of bolts to have access to the battery and fan cables.

Just a note: ASUS support was of no help at all! Since my notebook is still under warranty, they asked me to send it to RMA. But there was some problems:

1) I would need to ship it to USA
2) I use this notebook for work, so no way to stay weeks (months?) waiting for it come back
3) I read several posts from people with the same problem, which have sent their notebooks to RMA one, two and even three times, and they didn’t solve the problem.

I used to assembly computers in the 90’s, and ASUS motherboards was the best ones in that time. I though their notebooks would offer the same quality, but they don’t. Beside this problem with the fans, they also have “coil whine” noise. I would not buy it again.

Update 1: After one month running quietly, the fans started to present the problem again. So it looks that the solution is temporary, and I will have to disconnect/reconnect the cables from time to time to keep it quiet. I wonder what causes such problem.

Update 2: The trick of reconnecting cables stopped to work after 3 months. Final solution was to buy a new fan and replace the (bad) old one. Based on forums conversations, my guess is that the PWI wire of the GPU fan was bad. I bought the new fan in www.asus-accessories.com

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