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Para os fãs de Conan!

Durante boa parte da minha adolescência, colecionei os quadrinhos da Espada Selvagem de Conan. Além das histórias da era hiboriana, o que mais me chamava a atenção era a arte em nanquim e, obviamente, as capas no estilo Fantasy Art feitas por diversos mestres dessa área.

Há alguns anos atrás, acabei vendendo (com dor no coração) minha coleção de revistas, pois além de estar ocupando um bom espaço, já estavam começando a amarelar (o miolo era impresso em papel jornal). Qual foi minha surpresa ao descobrir a existência de alguns livros reunindo várias sagas assinadas por John Buscema, Gil Kane, Frank Brunner, Vicente Alcazar e Ernie Chan, e com encadernação especial!

Para outros que, como eu, são fãs do estilo, seguem os links dos livros atualmente disponíveis com exclusividade pela Amazon no Brasil:

 

Motocada para a Chapada dos Veadeiros

Até algum tempo atrás, não me imaginaria fazendo uma viagem tão longa se não fosse de avião… de moto então, nem pensar! Coisa de louco! Afinal, em apenas um dia, viajaríamos cerca de 1.150km! Mas, quando tem pelo menos mais um louco disposto a cometer a loucura, porque não tentar?

E foi isso que fizemos! Uma viagem de 4 dias, que no total deu 2.600km, dos quais 1.150km foram percorridos em um único dia!

O local escolhido foi a Chapada dos Veadeiros, em Goiás. No meio do cerrado, a região conta com inúmeras cachoeiras com águas cristalinas, graças ao leito rochoso dos rios.

ChapadaCom a ajuda do amigo Bressan, que conhece a rota e definiu os postos de parada a cada 200km para abastecer, partimos saindo de Piracicaba/Paulínia-SP as 6h30am, e alcançando o destino final (Alto Paraíso de Goiás) as 21h30! Diferente da viagem anterior para a Serra do Rio do Rastro, essa contou com praticamente 100% de asfalto bom, e uns 80% das vias duplicadas. A paisagem até Brasília não é bonita, sendo muitos trechos “cheios de nada”, e alguns outros sofrendo com as queimadas. Depois de Brasília, a coisa fica mais interessante, com a vista das montanhas no horizonte, coisa que pudemos apreciar apenas na volta, visto que na ida passamos por lá a noite.

Cachoeira dos CourosFicaríamos apenas dois dias na região, portanto não havia tempo a perder! Após nos informar com os locais, definimos que a primeira cachoeira a ser visitada seria a dos Couros. É um conjunto de 3 quedas, formadas pelo Rio dos Couros, com diversos poços para nadar, e água cristalina. A surpresa ficou pelo fato de que, para chegar lá, pega-se 22km de terra vermelha (ou seria melhor dizer “talco” vermelho?!), com alguns trechos esburacados ao extremo, que rendeu a primeira queda da viagem (felizmente nada aconteceu com a moto, nem com o Bramac). Após passar por todas as cachoeiras, não poderíamos ir embora sem dar uns pulos naquela água cristalina e gelada!!! Restaurante Dna. EleusaSaímos de lá pra almoçar no restaurante da Dna. Eleusa, situado há uns 7km do estacionamento da cachoeira, no meio do nada! Já tínhamos encomendado o rango , então foi só chegar e bater a bóia. Voltamos pra Alto Paraíso, em direção a Cachoeira das Elmécegas, uma das poucas que fica relativamente perto da cidade.

Cachoeira Elmécegas 1A caminho da Elmécegas 1Chegando na entrada da fazendo, percebi que o guidão da moto estava meio solto. Um dos parafusos do raiser acabou afrouxando com tanta vibração causada pelas milhares de “costelas” do trajeto off-road anterior. Voltamos para a pousada, apertamos tudo, e partimos para a Elmécegas novamente. Como já era meio tarde, decidimos ir apenas na Elmécegas 1 (são duas no total), pois todos disseram que era a mais bonita. E realmente o lugar é muito bonito! Um paredão com vários níveis, formando diversas quedas e um grande poço para nadar. Água gelada, obviamente, mas quem tá ligando?! Para chegar nela, há uma trilha que deve ser percorrida a pé, com muita subida pra judiar das pernas.

Voltamos para a cidade pra jantar na Vendinha 1961 (fica a dica), e conversando com o pessoal, decidimos que no dia seguinte iriamos para a Cachoeira da Santa Bárbara. Detalhe: fica em outra cidade, Cavalcante, a cerca de 120km de Alto Paraíso, sendo que 30km são de terra!

E lá fomos nós novamente, botar nosso espírito de aventura a prova, em mais 30km de muita poeira, costelas e… tombos!

Cachoeira Santa BárbaraCachoeira Santa BárbaraA cachoeira da Santa Bárbara é famosa pela cor da água! E realmente, é um azul cinematográfico! Para chegar lá precisa pagar pra entrar (R$ 20) e é obrigatório contratar um guia (R$ 70, valor que você pode dividir com quem estiver junto). Desse ponto até o estacionamento (que nada mais é do que um descampado onde você deixa os carros e motos) são cerca de 1.5km, e depois mais uma pernada a pé até chegar na cachoeira propriamente dita. Independente de qualquer coisa, ir pra região e não ir nessa cachoeira é a mesma coisa que ir pro Rio de Janeiro e não ir no Pão de Açúcar. PS: A função do guia é basicamente não deixar você ficar mais que uma hora no local.

Cantu e BramacDepois de quase uma hora contemplando a beleza do lugar, voltamos pro estacionamento com a ideia de ir em outra cachoeira próxima (Capivara), mas foi aí que a “zica” maior aconteceu: tomei um tombo ao passar num banco de areia, que acabou danificando as carenagens da moto, riscou o tanque, além de quebrar o espelho e a seta esquerda. Fiquei um pouco ralado, e com as costelas bastante doloridas (felizmente não quebrei nada). Alguns metros pra frente, foi a vez do Bramac cair, também num banco de areia, mas felizmente os protetores da moto impediram qualquer dano. Decidimos voltar pra Alto Paraíso, pra dar uma ducha nas motos, pois ainda seguiríamos até Brasília, onde iríamos pernoitar pra que no dia seguinte voltássemos pra casa. Felizmente, em cima da moto, e com a ajuda dos “DorFlex” da vida, foi tudo de boa.

O último dia da viagem, assim como o primeiro, foi gasto basicamente em cima da moto. Fiz um “Macgyver” na seta quebrada, e deixei ela funcionando. O espelhinho fez falta, mas tinha o do outro lado pra usar.

Chegamos em casa no final da tarde, sãos e salvos, e com mais histórias pra contar.

Segue algumas dicas pra quem quiser se aventurar naquela região:

  • Prepara-se para comer muita poeira, pegar muita terra e, possivelmente, tomar uns tombos. Não se atreva a ir de Custom ou qualquer moto que não tenha o mínimo de “pegada off-road”.
  • A região é repleta de cachoeiras, mas elas ficam longe uma das outras, portanto, você terá que andar bastante (de carro/moto, e a pé). É quase impossível conhecer mais que duas cachoeiras por dia, devido a distância entre elas!
  • As estradas (asfaltadas) estão boas e praticamente não tem radares (salvo nos trechos urbanos, como em Brasília, que desafia sua paciência com dezenas de radares de 60/40 km/h)!
  • Lembre-se de levar um “Kit MacGyver”, com chaves, canivete, fita isolante, etc. pois é quase certo que em algum momento você irá usar alguma dessas coisas.
  • Se sua moto não tem protetor de motor/carenagem, sugiro que instale um antes de ir, pois é quase certo que em algum momento você irá tombar (aprendi a lição, e já comprei o meu).

 

Você pode visualizar os pontos pelos quais passamos, além de muitos outros pontos de interesse para motociclistas, no site www.motoencontros.com

FreeStyle Libre, e a montanha russa dos sensores

Recentemente quebrei o recorde de substituição de sensores do Libre com problemas! Nas últimas duas semanas, foram 3 sensores para o lixo. Um deles simplesmente não funcionou depois de colocado, o outro soltou sem razão aparente, e o terceiro começou a apresentar divergências absurdas nas leituras, após o 5º dia de uso. Interessante que tudo isso aconteceu depois de ter ficado 14 dias com um sensor que funcionou extremamente bem, inclusive na precisão das leituras. Ou seja, foi como ir do céu para o inferno <g>.

A Abbott tem trocado os sensores sem custo adicional, mas essa “montanha russa” sempre deixa uma apreensão, gerando um estresse desnecessário. A troca também demora alguns dias para acontecer, portanto, sou obrigado a manter pelo menos um sensor “em estoque”, no caso de algum ter que ser substituído antes da hora.

Continuo achando que o FreeStyle Libre vale a pena! Não me imagino hoje vivendo sem ele, mas com certeza a tecnologia empregada tem que evoluir, para acabar com as grandes diferenças nas leituras e todos esses outros problemas. Imagino também que com um menor número de substituições, o preço do produto ficaria mais acessível (menos trocas = menos dinheiro perdido).

FreeStyle Libre – “A diferença é aceitável”, #SQN

E vamos para mais uma história que não contribui em nada para a imagem da Abbott no Brasil: Estou com um sensor do FreeStyle Libre no braço há 10 dias, que desde ontem começou a apresentar diferenças muito grandes em relação ao exame de “ponta do dedo”, conforme fotos abaixo.20161206_093754

Liguei para o 0800 da Abbott para relatar o ocorrido. Observe que em uma das fotos, enquanto o Libre mostrava uma glicemia de 68 (HIPOglicemia), o exame de ponta do dedo mostrava 140 (HIPERglicemia). Ou seja, enquanto segundo o Libre eu teria que ingerir carboidratos para subir minha glicose, o outro mostrava o inverso: que eu precisava tomar insulina para baixá-la.

A atendente da Abbott, após realizar os “testes de qualidade” baseado nos valores das medições que eu passei, disse que a diferença é considerada aceitável pelo laboratório! COMO ASSIM?! Como pode ser aceitável uma diferença de mais de 70mg/dl entre os medidores, um dizendo hipoglicemia e outro dizendo hiperglicemia?

20161206_015737Me recusei a aceitar que uma diferença dessas fosse normal, até mesmo por experiência com os sensores anteriores. Insisti com a atendente, sem sucesso, então pedi para falar com um superior, que apenas seguiu o protocolo dizendo as mesmas frases que a atendente anterior já havia dito: que os valores informados estavam dentro do aceitável e blábláblá. Deixei claro que era um absurdo dizer que uma diferença dessas era normal, e que eu teria que jogar fora o sensor e colocar um novo, 4 dias antes de expirar, ou seja, estou jogando fora 30% do que gastei com ele (o que dá aprox. R$ 70 de prejuízo).

Qualquer diabético com o mínimo de conhecimento, ou qualquer médico, acharia absurdo a afirmação de que tal diferença é aceitável. É óbvio que o sensor perdeu a precisão! Também é óbvio que a atitude da Abbott não colabora nem um pouco para a imagem dela no mercado, muito menos para a confiança no produto.20161206_030140

Em grupos sobre Diabetes no Facebook, é muito comum encontrar outras pessoas que passaram pela mesma situação. Algumas até mesmo já desistiram de usar o Libre, por não confiarem mais nos valores, mas principalmente pelo descaso do atendimento com o cliente.

Precisamos urgentemente de competição! Quem sabe assim a Abbott muda sua postura e passa a tratar o cliente com mais respeito. Esse já deve ser o quinto sensor que dá defeito… até então, a Abbott vinha trocando os sensores sem custo, o que é o mínimo esperado. Mas dessa vez, foram irredutíveis, e tive que arcar com o prejuízo. Se isso virar rotina, o jeito será abandonar o produto, pois dinheiro não é capim.

Vale lembrar que não é apenas a questão financeira e a confiança que está em questão. Como se isso não bastasse, temos que perder tempo ligando para o atendimento do laboratório, e as vezes ouvir esses absurdos. Ou seja, gera um stress que não deveríamos ter que passar, até porque stress também colabora para um descontrole da glicose.

Freestyle libre – problemas com sensores

Estou indo pro meu 12º sensor do FreeStyle Libre! Considerando que cada um dura 14 dias, já seriam cerca de 6 meses usando o Libre, no entanto, não foi bem assim!

Quatro sensores deram problemas, e tiveram que ser substituídos antes dos 14 dias. Felizmente, a Abbott tem trocado os sensores sem custo, no entanto, acabo tendo que manter sempre um sensor de “backup” para evitar ficar sem quando dá problema em algum, visto que o processo de “substituição” demora alguns dias.

No entanto, algumas coisas começam a me preocupar:

  1. Quatro sensores, entre onze, deram problema, ou seja, cerca de 35% – um número considerável! Os problemas variam entre medições (muito) incorretas até falha total do sensor (impossibilidade de fazer a leitura).
  2.  Um número tão alto com certeza não sai de graça, ou seja, o custo dessas substituições já deve estar incluso no preço de cada sensor, tornando eles mais caros do que poderiam custar.
  3. Hoje tive que insistir muito com a atendente da Abbott, para conseguir que trocassem o sensor, que estava apresentando medições muito mais baixas do que o “real”. Comparei a medição do sensor com dois medidores diferentes (Accucheck e OneTouch), e a diferença foi de mais de 60 mg/dl, para menos. Por exemplo, na foto abaixo, enquanto o Accucheck mostrava 106, o Libre indicava “LO” (que significa um valor menor que 40!). Durante a madrugada, ao tentar fazer a leitura, por três vezes o aparelho dava mensagem de que não tinha sido possível fazer a leitura, e que eu deveria aguardar mais 10 minutos e tentar novamente (demorou mais de 40 minutos para voltar a ler, e mesmo assim, os valores estavam errados). A atendente insistiu que essa diferença é considerada aceitável, o que é um absurdo! Minha própria experiencia com os sensores anteriores serve como base de que essa diferença estava anormal. Geralmente, há sim diferença, mas não tão grande. Uma diferença alta no valor das leituras pode fazer com que se faça uma correção errada, seja ingerindo açúcar desnecessariamente (gerando hiperglicemia), ou então tomando uma dose corretiva de insulina, e correndo o risco de ter uma hipoglicemia.

Enfim, talvez seja por isso que o FDA ainda não aprovou o Libre nos EUA. É necessário ter um bom conhecimento da doença para identificar as falhas quando elas ocorrerem, e evitar de fazer uma besteira. Fica claro, mais uma vez, que ainda dependemos dos testes tradicionais para “tirar a prova” em leituras “estranhas”.

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